
Último carro alegórico da Grande Rio precisou ser rebocado
Ellan Lustosa/Estadão Conteúdo
A Mocidade estava posicionada logo atrás do carro da Grande Rio que quebrou ainda na concentração, nesse domingo, no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. Os integrantes da escola viram de perto todo o desespero causado pelo problema na alegoria. Para o vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco, a quebra tem menos a ver com uma possível falta de estrutura no entorno do Sambódromo, e mais com o corte de verba para as agremiações promovido pelo prefeito Marcelo Crivella.
"Acho que é muito reflexo do que a gente tem passado. Foi o Carnaval mais difícil dos últimos anos, com escolas recebendo recursos na sexta-feira véspera do Carnaval. No ano anterior a gente já vinha falando disso, tivemos dois episódios lamentáveis (acidentes de Tuiuti e Tijuca), e dizia que era reflexo do cronograma físico-financeiro que passam para as escolas executarem", disse.
Por enquanto, não há sinal no horizonte de uma aproximação entre escolas e Crivella. Não se sabe nem se a Prefeitura pode reduzir ainda mais a subvenção.
Para Pacheco, as escolas podem ser autossuficientes e precisam repensar a forma como lidam com os governos.
"Tudo precisa ser repensado. Não é nem o relacionamento com o Crivella, é o relacionamento com o poder público, com a sociedade. Carnaval precisa virar uma página e trabalhar diferente. Sempre disse que as escolas têm total condição de serem autossuficientes, e a gente precisa trabalhar", declarou Pacheco, que clama por uma mudança rápida.
"Se continuar nesse nível, estamos fadados a noites horríveis, com problemas que há anos não se via", alertou.
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