
Acidente da Unidos da Tijuca deixou vários feridos
William Oda/AgNews
O carnavalesco Mauro Quintaes, da Unidos da Tijuca, disse que o carro da escola que sofreu um acidente durante o desfile foi devidamente testado no barracão, usando o mesmo número de pessoas que subiram na alegoria na apresentação no momento que a estrutura cedeu.
"(Os testes) Foram normais. Todos os ensaios foram feitos com a mesma quantidade de pessoas. Nosso teste de carga é feito com a mesma quantidade de pessoas do desfile. Aí (no desfile, há o deslocamento e a euforia do momento. Isso potencializa o balançar do carro. Talvez isso tenha provocado essa infelicidade", avalia Quintaes.
O carnavalesco pediu ainda mudanças na curva na entrada da Marquês de Sapucaí. "O atrito da curva tem que ser aumentado. Não há atrito nenhum", declarou o artista, reclamando da pista lisa da Sapucaí, o que dificultaria o controle dos carros.
A Unidos da Tijuca, decido aos problemas do desfile e a consequente perda de pontos, terminou na penúltima colocação. A escola não seria rebaixada. Ainda assim, a Tijuca não passou por apuros na leitura das notas, já que a Liesa decidiu não rebaixar nenhuma agremiação. Quintaes elogiou a mudança.
"A liga deve ter visado o conjunto do espetáculo. A Tijuca é uma escola que sempre traz prúblico, sempre cumpriu com seu papel de grande agremiação, não só plasticamente, mas também como comunidade. Tuiuti também veio com força e firmeza", disse Quintaes, citando a última colocada este ano, que também teve um acidente com um carro alegórico.
Com a "virada de mesa", o Carnaval de 2018 terá 13 escolas no Grupo Especial, com duas sendo rebaixadas para a Série A.
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