Carnaval

Rael: Estamos no Carnaval, mas a democracia está enferma

Se apresentando pela primeira vez no Carnaval de Salvador, rapper falou sobre a atmosfera da folia baiana

VINÍCIUS DE MELO, DE SALVADOR

12/02/2018 • 11:00 • Atualizado em 12/02/2018 • 11:00

Rael se apresentou na Casa Skol, camarote gratuito e aberto ao público

Rael se apresentou na Casa Skol, camarote gratuito e aberto ao público

Divulgação/Victor Carvalho

Os foliões do circuito Barra-Ondina puderam na madrugada desta segunda, dia 12, curtir um show do rapper Rael na Casa Skol – um camarote gratuito e aberto ao público. Antes de subir ao palco, o músico conversou com a imprensa sobre o Carnaval baiano.

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"Acho que a atmosfera aqui é diferente, é da diversidade. Está rolando muita coisa junto, uma movimentação. Eu me sinto honrado de estar dentro dessa efervescência cultural. Pela primeira vez, vou me apresentar em Salvador durante o Carnaval. Em 2017, eu estava com o Emicida, mas nunca fiz um show meu", relembrou.

O rapper também falou de vários artistas baianos que admira. "Eu conheço a Larissa Luhz, que já cantou comigo. Quero curtir o trio do Baiana System. Eu também escuto Caetano Veloso e Gilberto Gil, que é f*da. Enfim, estou sempre ouvindo bastante coisa", contou.

Conhecido pelo hit Envolvidão, o músico fez uma parceria inédita com Di Ferrero, vocalista da banda Nx Zero. "Ele é um cara que eu já conhecia, super gente boa e energia legal. Ele me deu um salve e mostrou a batida. Gostei 'pra caramba'. É uma música que fala sobre liberdade, se chama Free. Achei bacana essa conexão. Ele está vindo com um trabalho novo, uma nova estética", disse.

Rap e política

Questionado sobre a turbulência política que deve tomar conta do Brasil em ano de eleição presidencial, Rael disse que mantém suas músicas politizadas. "Sou um cara que está caminhando a estrada que o Racionais MC's pavimentou. Sempre fomos o movimento que, através da rua, jogou a ideia real. A gente sempre fala o que tem que ser mudado, o que não tem", afirmou.

"Estamos no Carnaval, mas vivemos um golpe. A nossa democracia está enferma, doente. O rap nunca deixou de falar disso. E, quanto tivermos MCs preocupados com o bem-estar da população, sempre vai ter gente mandando esse tipo de ideia. As pessoas me conhecem através de Envolvidão, mas eu sempre estou dando as ideias que têm de ser dadas", concluiu.

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