Carnaval

Rio quer Carnaval sem glitter e purpurina de plástico

Produtos responsáveis pelo brilho da folia tiveram a venda proibida; só vale se for biodegradável

Da Redação
DA REDAÇÃO

16/02/2020 • 08:31 • Atualizado em 16/02/2020 • 08:31

Glitter é item quase obrigatório em época de Carnaval

Glitter é item quase obrigatório em época de Carnaval

Flávio Tavares/Hoje em Dia/Estadão Contéudo

[template id="16759418" tipo="video"]No Carnaval, a regra é "quanto mais brilho, melhor". Mas você já pensou para onde vai todo esse pó quando a folia termina? O glitter e a purpurina são feitos com microplásticos, partículas pequenas demais para serem filtradas no sistema de tratamento de esgoto. Elas escorrem pelo ralo e acabam contaminando rios e mares com metais pesados, que se consumidos, aumentam o risco de câncer.

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"Tem pesquisas que mostram que grande parte das carnes de tubarão, que é o cação que a gente encontra no mercado, estão contaminadas com metal pesado e muito provavelmente, ele vem através do microplástico. É um problema que a gente não vê, porque ele é micro, muito pequeno, mas ele causa um enorme problema para saúde humana, inclusive", explica o ambientalista Caio Salles.

No Rio de Janeiro, a venda de purpurina e glitter plásticos está proibida desde o início do mês. A lei foi sancionada em agosto do ano passado, mas comerciantes tiveram cinco meses para renovar os estoques com produtos biodegradáveis, que se dissolvem na água. Só que nem todo mundo se adequou às regras.

Questionado, o instituto estadual do ambiente, que deveria fazer a fiscalização, não respondeu.

Mas se a lei não está sendo cumprida, pelo menos serviu para chamar atenção para o problema e conscientizar muitos consumidores. A empreendedora Frances Sansão disse que dobrou as vendas de glitter biodegradável em comparação com o Carnaval do ano passado. “Antes achavam [o produto biodegradável] mais caro, ou que era besteira mudar, mas agora a mudança é perceptível, acham legal.”