Carnaval

Salvador prepara esquema contra roubo de abadás

Ingresso para os principais blocos da folia, a peça pode ser valiosa, custando mais de R$ 2 mil

Da Redação
DA REDAÇÃO

16/02/2020 • 07:32 • Atualizado em 20/02/2020 • 07:19

Salvador prepara esquema contra roubo de abadás

Salvador prepara esquema contra roubo de abadás

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[template id="16759419" tipo="video"]Quem vai curtir o carnaval em Salvador sabe o quanto é importante cuidar do abadá, que serve de ingresso para os principais blocos. A polícia preparou um esquema especial contra o roubo dessas camisetas, que podem custar mais de R$ 2 mil.

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A maior camisaria de Salvador ampliou a área monitorada por câmeras, e essa foi só uma das medidas.

Para diminuir o risco de algum abadá fabricado ser usado clandestinamente, o controle de produção é minucioso. Se alguma camisa sair com defeito - uma mancha ou uma falha na costura, por exemplo - a reposição só é feita depois da aprovação de quatro setores da empresa.

“Todo esse controle é feito justamente pra evitar qualquer problema de vazamento de produto . O nosso carro não tem nenhum tipo de plotagem, nenhum tipo de identificação. É um carro que é todo fechado, é todo branco; então vai passar aquele carro pela rua e ninguém vai perceber que está levando um volume muito grande abadás”, explicou João Neto, sócio da camisaria.

A maior parte dos abadás vai ser entregue a partir da próxima segunda-feira, a poucos dias do começo da festa. Outra tática pra diminuir os riscos de falsificação.

Além disso, todo ano é montado um esquema especial de segurança. Dessa vez, cerca de 2 mil policiais, entre civis e militares, vão se concentrar em torno dos postos de entrega dos abadás, inclusive em locais de chegada e saída de foliões, como pontos de ônibus e estações de metrô.

Comandante de operações da Polícia Militar da Bahia, Humberto Sturaro dá mais dicas: “Não venha só [pegar o abadá]. Venha com amigo, venha em grupo. Traga sempre uma sacola diferente daquela que você está adquirindo seu material, porque o que não é visto não é lembrado, não é cobiçado.”