Carnaval

Sem erros, Portela se destaca no primeiro dia de desfiles; Mangueira mostra Jesus negro

O especialista da BandNews FM, Bruno Fillipo, avalia os sete desfiles deste domingo na Sapucaí

Da Redação, com BandNews FM
DA REDAÇÃO, COM BANDNEWS FM

24/02/2020 • 04:55 • Atualizado em 24/02/2020 • 05:54

A águia da Portela e o sambista Monarco, presidente de honra da escola

A águia da Portela e o sambista Monarco, presidente de honra da escola

Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O comentarista de Carnaval da BandNews FM, Bruno Fillipo, destacou o desfile da Portela no primeiro dia do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Veja o comentário de cada escola:

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Estácio A apresentação da escola foi para permanecer no Grupo Especial. Samba-enredo e harmonia foram os pontos fracos do desfile, cujo enredo, "Pedra", levou a assinatura da experiente carnavalesca Rosa Magalhães.

ViradouroA boa expectativa sobre o desfile da Unidos da Viradouro foi concretizada. Desfile desse ano não decepcionou e foi melhor do que a do ano passado. Agremiação deve ter notas menores nos quesitos Evolução e Alegorias.

MangueiraA atual campeã do carnaval carioca defendeu o título com um desfile sobre Jesus Cristo, com "A Verdade vos fará Livre". O enredo prometeu uma coisa, mas entregou outra, o que decepcionou. A escola teve problemas em vários pontos na avenida, como nas fantasias, no samba-enredo e na harmonia. Não foi um desfile que contagiou os foliões presentes na Marquês de Sapucaí. A escola mostrou um Jesus negro e favelado crucificado, alegoria muito comentada nas redes sociais.

Paraíso do TuiutiA Paraíso do Tuiuti teve problemas em um dos primeiros carros. Foi um desfile que em certos momentos deixou o público desanimado. Não chegou a empolgar e foi um grande carnaval. A escola que se consagrou fazendo uma sátira política em 2018, realizou um enredo frio este ano. O samba-enredo não foi bem cantado. No quesito harmonia a escola deve perder pontos. Teve problemas na fantasia. Já o enredo, sobre o padroeiro do Rio de Janeiro, São Sebastião, e o rei português D. Sebastião, foi confuso, pois mistura vários elementos e não o torna claro.

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Grande RioA escola foi a nona colocada no Carnaval do ano passado e busca uma melhor colocação este ano. Logo nos primeiros minutos de desfile, o abre-alas teve dificuldades para entrar na avenida. A alegoria era formada por duas partes acopladas, mas entrou desmontada: a primeira entrou e chegou a ultrapassar a linha de início, mas a segunda ficou parada na curva. A demora pode ter comprometido as notas de evolução, no mínimo. Além disso, a escola deve perder pontos em Alegorias, Evolução e talvez em Comissão de Frente. Em outros quesitos, a merecia notas máximas. A proposta de enredo foi impecável, e o samba marca uma mudança nos sambas-enredos da agremiação. A ideia de recriar a Grande Rio funcionou. Os jovens carnavalescos, Leonardo Bora e Gabriel Haddad, não são mais promessas, já são realidade.

União da IlhaCom o enredo "Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: Salve-se quem puder!", a União da Ilha do Governador deve ser uma das candidatas ao rebaixamento para a Série A do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola apresentou fantasias simples, com materiais baratos, artesanais, e alegorias de estética feia, que resultaram num desfile esteticamente muito pobre. Não vimos o que caracteriza a União da Ilha. Ainda perdeu um décimo por causa do estouro do tempo.

PortelaA escola foi a melhor da noite e desponta como favorita ao título, com um enredo de temática indígena: “Guajupiá, terra sem males!”, sobre os primeiros habitantes do Rio de Janeiro. A agremiação passou com o dia claro, mas os carnavalescos Renato e Márcia Lage prepararam o desfile já prevendo estas condições. Além disso, apresentação não teve problemas de evolução e harmonia.