Carnaval

União de Maricá: tudo sobre o desfile na Série Ouro 2025

União de Maricá desfila na Série Ouro do Carnaval 2025 do Rio de Janeiro; saiba tudo sobre o enredo, comissão de frente, alas, musas e mais:

Por Redação
REDAÇÃO

25/02/2025 • 17:12 • Atualizado em 25/02/2025 • 17:12

Enredo: O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7 Para o Carnaval 2025, a União de Maricá apresentará o enredo "O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7", do carnavalesco Leandro Vieira. A escola homenageará Seu 7 da Lira, uma entidade da umbanda carioca conhecida por sua ligação com o samba e o carnaval. Esse Exu festivo, personagem de programas televisivos, marcou época com sua alegria e presença, sendo um ícone da cultura popular.

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Com esse tema, a União de Maricá levará para a Sapucaí a energia vibrante de Seu 7, destacando sua relação com a fé e o carnaval, exaltando também a figura da mãe de santo Cacilda de Assis, médium que incorporava a entidade nas famosas giras do bairro de Santíssimo, na Zona Oeste do Rio.

1º setor

Comissão de frente:Significado: Mãe Cacilda e a presença do Seu Sete Coreógrafo: Patrick CarvalhoComponentes: 15 componentes masculinos que vão apresentar uma poética visão pertinente ao enredo batizado de "O cavalo de santíssimo e a coroa do seu sete: Mãe Cacilda de Assis — A Ialorizá", dança que tem seu Sete da Lira como guia. Ele faz do corpo dela “cavalo” para seus movimentos. Ela, por sua vez, se movimenta ao sabor dos comandos dele.

Nome do mestre-sala: Fabrício Pires

Nome da porta-bandeira: Giovanna Justo

Fantasia: Seu Sete e Audara Maria

O que representa: À frente do cortejo carnavalesco dançam Seu Sete da Lira e Audara Maria. Ele é o Exu Sete encruzilhadas que deu fama à dona do ilê, Cacilda de Assis. Ela, a pomba gira da mãe de santo. Ambos, guias espirituais festejados pela ialorixá e guardiões da porteira de sua casa. Casal enamorado de exus encantados. Ele usa capa e cartola de contorno carnavalesco tal qual a indumentária característica da entidade que representa. Ela é adornada por rosas vermelhas – as preferidas daquela que era festejada com o título de “Rainha das rosas vermelhas” – e usa diadema. Ambos vestem vermelho e preto, a cor de predileção dos guardiões catiços.

1º alegoria: a Tronqueira

A alegoria que inaugura o conjunto cenográfico da escola apresenta-se como uma casa de Exu. Chamada no universo religioso umbandista de tronqueira, a casa de exu é estrategicamente localizada próxima à entrada das casas.

Na casa comandada por Mãe Cacilda de Assis, a tronqueira era tratada como um anteparo contra energias negativas e influências indesejadas.

Na tronqueira de seu ilê, como reproduz a cenografia que desfila, ficavam localizadas 14 imagens de exus e pomba-giras colocadas em posição de destaque.

As imagens sagradas são o mote principal do conjunto escultórico que se espalha pela arquitetura tingida de vermelho e preto.

Como adorno cenográfico, os pontos riscados utilizados na umbanda se espalham pelo abre-alas de forma agigantada. Os pontos riscados são símbolos gráficos feitos em ferro - tal qual os que são exibidos - onde as entidades determinam sua identificação. No caso específico, a grafia do símbolo gráfico sugere a formação encruzilhada de sete garfos de Exu.

Destaque central baixo: Ester Domingos – A Cor do Axé

Destaque central alto: Kevin Martins – Sete Encruzilhadas

Semi-destaque lateral: João Luís e Júnior Bispo

Fantasia: Exu e Pomba-Gira

2º alegoria: no palco do Chacrinha

A alegoria se apresenta como uma lúdica e carnavalesca recriação do palco do programa do Chacrinha. Nela, os bastidores do programa – com os cinegrafistas, as luzes e as chacretes – se misturam com os televisores que compõem a cenografia geral do conjunto visual que desfila.

O visual geral lança luz numa passagem da biografia de Cacilda de Assis e Seu Sete. Aborda a ida da ialorixá incorporada ao programa de maior popularidade da TV brasileira. A fama de milagreiro que já havia se espalhado pela cidade agora se tornava popular no país.

Na TV, Seu Sete foi visto em grande estilo: de cartola e capa, dava passes e cuspia cachaça. Ainda sobre o fato, tornou-se mito a informação de que câmeras passaram mal com a presença da entidade no estúdio enquanto as chacretes incorporavam pombas-giras.

A passagem, ainda hoje, é vista como um marco da TV e da popularização da umbanda no Brasil.

Destaque performático: Márcio Dellawegah e Stepan Nercessian – Seu Sete e Chacrinha

Destaque performático: Drag Queen Suzy Brasil — A Primeira Dama Incorporada

Destaque de luxo central: Saluá de Martinelly — O Explendor de uma Chacrete

Fantasia: chacretes e operadores de câmera

3º alegoria: a coroa do Rei

Finalizando a abordagem carnavalesca, a alegoria une a imagem de Mãe Cacilda vestida de Seu Sete da Lira à coroa do rei, ao marafo, e ao Carnaval. A coroa que se destaca no conjunto cenográfico faz menção à intimidade de Seu Sete com a folia. Folião e carnavalesco, o exu excêntrico se autoproclamou de maneira pública, como o rei da coroa do carnaval.

Seja na rua, ou no espaço do terreiro destinado ao culto, as giras do Exu transformavam-se numa espécie de baile carnavalesco quando os dias de Momo se aproximavam. No período, realizava o que chamava de Ebó de Carnaval. Uma espécie de ritual de limpeza, purificação e proteção destinado aos filhos e frequentadores do terreiro. Lá, diante dos olhos de todos e do altar de Santo Antônio, o guardião baforava seu charuto e derramava seu marafo ritualístico sobre os fiéis.

Destaque central: Fabri – O Rei da Lira

Fantasia: foliões Exusíacos

Samba-enredo:

Ê, mano meu!

Pode chegar no terreiro

Firma ponto no cruzeiro

Guarda a porta da tronqueira

Seu tiriri junto com seu marabô

A encruza convocou: desce logo uma abrideira

Ah vovó! É cambinda que vem me ajudar

Do oricó, a rainha da noite, audara

Jureminha revira cabocla na gira

Mãe cacilda festeja seu sete da lira

Meu “dotô” não usa jaleco, nem gandola

Tira plantão no “buteco”, usa capa e cartola

Contra demanda no caminho da candura

Pra dor que não tem remédio, é saracura!

Vem chegando a madrugada, amor

É formada a corrente

De todo lugar chega gente

Na cantiga do aquicó

Exu é flamengo, eu também sou

A falange incorporou para não me deixar só

No palco do chacrinha tem fumaça

Catiço cuspindo cachaça

Se recordar é viver

Eu hoje sonhei com você

O “ôme” baixou pra dizer

Maricá chegou pra vencer

Quando o samba ecoa, folião da canjira

Rei das quatro coroas, é seu sete da lira

Saravá! Sua banda no meu congá

Seu povo de rua chegou! É o povo de maricá

Compositores: Wanderley Monteiro, Rafael Gigante, João Vidal, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Miguel Dibo, Hélio Porto & André Do Posto 7.