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Unidos de Bangu: tudo sobre o desfile na Série Ouro 2025

Unidos de Bangu desfila na Série Ouro do Carnaval 2025 do Rio de Janeiro; saiba tudo sobre o enredo, comissão de frente, alas, musas e mais:

Por Redação
REDAÇÃO

27/02/2025 • 11:38 • Atualizado em 27/02/2025 • 11:38

Enredo: “Maraka’anandê – Resistência Ancestral” nasce do compromisso de dar voz a um povo, cuja existência é marcada pela resistência. A aldeia Marakanã, localizada ao lado do estádio que leva o mesmo nome, carrega em suas raízes a essência dos povos originários que habitavam essas terras antes mesmo da invasão dos portugueses. Seu nome, inspirado na majestosa ave maracanã-guaçu, simboliza liberdade e conexão com a natureza, elementos fundamentais na cosmovisão indígena.

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Comissão de frente:

Significado: A voz da resistência

Coreógrafo: Fábio Costa

Componentes: 9 homens e 6 mulheres

A comissão de frente abre caminho para uma das passagens mais marcantes da história indígena recente. A luta pelo reconhecimento dos direitos originários na Constituição de 1988.

Nome do mestre-sala: Leonardo Moreira

Nome da porta-bandeira: Bárbara Moura

Fantasia: resistência Aldeia Marakanã

O que representa: a força da bandeira da resistência da Aldeia Marakanã, um símbolo de luta, memória e pertencimento. A Porta-Bandeira, majestosa como uma guerreira ancestral, conduz com leveza e firmeza o pavilhão que tremula na avenida. Cada movimento seu carrega a história da Aldeia Marakanã, um território sagrado que resiste ao apagamento e à opressão. Em sua saia, a bandeira da aldeia, nas cores vermelha, branca, preta e dois maracás, se torna um manifesto vivo, exaltando a identidade indígena e ancestralidade da taba Jabebiracica. Ao seu lado, o Mestre-Sala se apresenta como um guardião desse símbolo sagrado. Seus passos ágeis e sua dança vigorosa remetem à bravura dos guerreiros indígenas que, geração após geração, defenderam sua terra, sua cultura e sua ancestralidade.

Abre Alas: O brado dos maracás

O que significa: representa o som dos maracás, instrumento sagrado presente em diversas tradições indígenas, que carrega em si a força da memória, da espiritualidade e da luta. O brado dos maracás é a voz da Aldeia ancestral Jabebiracica, que resiste ao esquecimento e as tentativas de apagamento cultural.

Destaque Central baixo frente: Gabriel Faleiros – Fantasia: Vibração Ancestral

Destaque Central alto frente: Laíz Morena – Fantasia: O vermelho da Resistência

Destaques Central alto: Diego Gervazzoni – Fantasia: Manto Sagrado, Herança Ancestral

Semi-destaques: Vanessa Franklin - Fantasia: Guardiã Ancestral; Paula Portela - Fantasia: Guardiã Ancestral; Roberta Souza - Fantasia: Guardiã Ancestral; Patrícia Motta: Guardiã Ancestral

Composição masculino: Fantasia - Guerreiro Tupinambá

Composição feminina: Fantasia - Ritmo da ancestralidade

Musas – Liliane e Thatá – Guerreiras Tupinambá e Temiminó

Ala 2 – Tupinambás e Temiminós

Musa – Neffra e Tiffany – Nau da destruição

Ala 3 – Invasão portuguesa

Musos – Igor Almeida e Thayane – Correntes da amargura

Ala 4 – Trabalho escravo

Ala 5 – baianas – Missões jesuíticas

Musos – Leyla e Jordan – Memórias silenciadas

Ala 6 – Genocídio indígena

2º casal de mestre-sala e porta-bandeira

Ala 7 – Constituição cidadã de 1988

Rainha da escola – Fernanda Figueiredo – Guardiã das Terras

Ala 8 – Marco temporal

Muso – Daniel Zarmano – Chamas da destruição

Ala 9 – Queimadas nas florestas

Muso – Marcos Maya – Raízes roubadas

Ala 10 – Grilagem de terras

Musa – Flávia Alves – O brilho da ganância

Ala 11 – passistas – Garimpo ilegal

Rainha de bateria – Wenny Isa – Resistência indígena

Ala 12 – bateria – Tropa de choque

Musas – Animatta e Cyrielle – A Copa das Contradições

Ala 13 – Copa do Mundo 2014

Musa – Danielle Haywormn – Olimpíadas da remoção

2º alegoria – clamor por justiça

O que representa:

A icônica escultura da Justiça de 1961, criada por Alfredo Ceschiatti, que repousa solenemente diante do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, ganha um novo significado quando transportada para o vibrante cenário da Marquês de Sapucaí, onde se transforma em um símbolo de protesto e resistência. Nessa releitura alegórica, a escultura se torna o marco da luta pelos direitos dos povos originários, aqueles garantidos pela Constituição Federal de 1988 que reconhece aos povos indígenas sua organização social, costumes, línguas, crenças e as terras que tradicionalmente ocupam. No compasso dos tambores e no ritmo da luta, a Sapucaí se torna o tribunal do povo, onde a cultura, o protesto e a resistência exigem o cumprimento daquilo que já está escrito na lei.

Destaques central baixo: Gustavo Santos – Fantasia: o conto da Constituição

Destaques central alto: Fábio Sansoa – Fantasia: Terra Protegida

Semi-destaques frente: Helder Sátiro - Fantasia: O grito silenciado

Composições:

Significados: Raízes da pátria

Convidados:

  • Indígenas da Aldeia Marakanã

Ala 14 – baianinhas – Agricultura sustentável

Musas – Charline e Sandy – Cura da terra

Ala 15 – Plantas medicinais

Musos – Camila e Anderson Júnior – Arte indígena

Ala 16 – artesanato

Musas – Thamara e Vanessa – linhas ancestrais

Ala 17 - Grafismo

Muso infantil – Matheus e Emily – Raízes do futuro

Ala 18 – Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maraka’nã

Ala 19 – compositores - Tributo a Darcy e Marechal

Musa – Cintia Barboza – A força da mulher indígena

3º alegoria – Aldeia Marakanã

O que representa:

A terceira alegoria enfatiza a importância da preservação cultural e ambiental, mostrando que, assim como as aves dependem das florestas para sobreviver, as comunidades indígenas necessitam de seus territórios e tradições para manter viva sua identidade. Portanto, o cenário da alegoria com as aves maracanãs-guaçu e os curumins, em harmonia na aldeia Marakanã, torna-se uma poderosa metáfora da interpendência entre a natureza e a cultura, passado e futuro, ressaltando a necessidade de proteger e valorizar tanto as aves que inspiraram o nome da aldeia quanto as crianças que assegurarão sua continuidade. Os curumins, em sua inocência e curiosidade, representam a esperança de um futuro onde a cultura indígena seja valorizada e respeitada, garantindo a continuidade de um legado ancestral.

Destaques central baixo: Junior Bispo – Fantasia: grafismo ancestral

Destaques Central alto: Marcos Alves – Fantasia: O guardião das etnias da Aldeia Marakanã

Semi-destaques:

  • Nicole Matos - Fantasia: a bela arte da aldeia
  • Swellen Nascimento – Fantasia: a arte viva dos povos indígenas
  • Tony Elibio - Fantasia: a arte que conta nossa história
  • Amauri Júnior - Fantasia: a arte que conta nossa história

Composições:

Significado: menina-moça

Significado: Guardiões Ancestrais (Velha-Guarda)

Samba-enredo:

Autores do samba-enredo: Junior Fionda / Romeu D’Malandro / Jonas Marques / Junior Falcão / Fábio Bueno / Juca / JV Albuquerque / Gulle / Edu Casa Leme / Jorginho Via 13 / Marcelinho Santos.

Vibra! Quando maraca brada jabebiracicaÉ o passado e o futuro feito espelhoCorpo Vermelho tinge o branco da históriaSombrio! De senhorio me fizeram despejadoA cruz na vela me tornou escravizadoNa avidez de tomar tudo o que é meuQuem é teu Deus? Que me deixou sangrar à terra do cocarEm nome dele quase me exterminarSem piedade ou perdãoÉ marco do tempo que há temposEscrito com sangue nas mãosEnfeitam o conto da constituiçãoTeu garimpo envenenaO teu fogo me consomeMas um dia teus herdeirosPassarão a minha fomeAuê! Auê! Sou coragem que não tardaContra o capitão do mato que hoje em dia veste fardaAue aueeeSou a arte em voz sedentaA raiz que dá a cura, a cultura que sustentaSobreviver é bem mais que sonharÉ o dom de ministrar o pertencerUm tributo a Darcy! Marechal do resistirO amor a reerguerA esperança é devolver o que nos restaPois a solução do mundo, vem do povo da florestaAncestral tupinambá! Um guerreiro anti servilSou a taba de lutar pela Aldeia do BrasilPela honra desse chão! Por um novo amanhãOriginária Bangu, Marakanã