Enredo: “Maraka’anandê – Resistência Ancestral” nasce do compromisso de dar voz a um povo, cuja existência é marcada pela resistência. A aldeia Marakanã, localizada ao lado do estádio que leva o mesmo nome, carrega em suas raízes a essência dos povos originários que habitavam essas terras antes mesmo da invasão dos portugueses. Seu nome, inspirado na majestosa ave maracanã-guaçu, simboliza liberdade e conexão com a natureza, elementos fundamentais na cosmovisão indígena.
Comissão de frente:
Significado: A voz da resistência
Coreógrafo: Fábio Costa
Componentes: 9 homens e 6 mulheres
A comissão de frente abre caminho para uma das passagens mais marcantes da história indígena recente. A luta pelo reconhecimento dos direitos originários na Constituição de 1988.
Nome do mestre-sala: Leonardo Moreira
Nome da porta-bandeira: Bárbara Moura
Fantasia: resistência Aldeia Marakanã
O que representa: a força da bandeira da resistência da Aldeia Marakanã, um símbolo de luta, memória e pertencimento. A Porta-Bandeira, majestosa como uma guerreira ancestral, conduz com leveza e firmeza o pavilhão que tremula na avenida. Cada movimento seu carrega a história da Aldeia Marakanã, um território sagrado que resiste ao apagamento e à opressão. Em sua saia, a bandeira da aldeia, nas cores vermelha, branca, preta e dois maracás, se torna um manifesto vivo, exaltando a identidade indígena e ancestralidade da taba Jabebiracica. Ao seu lado, o Mestre-Sala se apresenta como um guardião desse símbolo sagrado. Seus passos ágeis e sua dança vigorosa remetem à bravura dos guerreiros indígenas que, geração após geração, defenderam sua terra, sua cultura e sua ancestralidade.
Abre Alas: O brado dos maracás
O que significa: representa o som dos maracás, instrumento sagrado presente em diversas tradições indígenas, que carrega em si a força da memória, da espiritualidade e da luta. O brado dos maracás é a voz da Aldeia ancestral Jabebiracica, que resiste ao esquecimento e as tentativas de apagamento cultural.
Destaque Central baixo frente: Gabriel Faleiros – Fantasia: Vibração Ancestral
Destaque Central alto frente: Laíz Morena – Fantasia: O vermelho da Resistência
Destaques Central alto: Diego Gervazzoni – Fantasia: Manto Sagrado, Herança Ancestral
Semi-destaques: Vanessa Franklin - Fantasia: Guardiã Ancestral; Paula Portela - Fantasia: Guardiã Ancestral; Roberta Souza - Fantasia: Guardiã Ancestral; Patrícia Motta: Guardiã Ancestral
Composição masculino: Fantasia - Guerreiro Tupinambá
Composição feminina: Fantasia - Ritmo da ancestralidade
Musas – Liliane e Thatá – Guerreiras Tupinambá e Temiminó
Ala 2 – Tupinambás e Temiminós
Musa – Neffra e Tiffany – Nau da destruição
Ala 3 – Invasão portuguesa
Musos – Igor Almeida e Thayane – Correntes da amargura
Ala 4 – Trabalho escravo
Ala 5 – baianas – Missões jesuíticas
Musos – Leyla e Jordan – Memórias silenciadas
Ala 6 – Genocídio indígena
2º casal de mestre-sala e porta-bandeira
Ala 7 – Constituição cidadã de 1988
Rainha da escola – Fernanda Figueiredo – Guardiã das Terras
Ala 8 – Marco temporal
Muso – Daniel Zarmano – Chamas da destruição
Ala 9 – Queimadas nas florestas
Muso – Marcos Maya – Raízes roubadas
Ala 10 – Grilagem de terras
Musa – Flávia Alves – O brilho da ganância
Ala 11 – passistas – Garimpo ilegal
Rainha de bateria – Wenny Isa – Resistência indígena
Ala 12 – bateria – Tropa de choque
Musas – Animatta e Cyrielle – A Copa das Contradições
Ala 13 – Copa do Mundo 2014
Musa – Danielle Haywormn – Olimpíadas da remoção
2º alegoria – clamor por justiça
O que representa:
A icônica escultura da Justiça de 1961, criada por Alfredo Ceschiatti, que repousa solenemente diante do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, ganha um novo significado quando transportada para o vibrante cenário da Marquês de Sapucaí, onde se transforma em um símbolo de protesto e resistência. Nessa releitura alegórica, a escultura se torna o marco da luta pelos direitos dos povos originários, aqueles garantidos pela Constituição Federal de 1988 que reconhece aos povos indígenas sua organização social, costumes, línguas, crenças e as terras que tradicionalmente ocupam. No compasso dos tambores e no ritmo da luta, a Sapucaí se torna o tribunal do povo, onde a cultura, o protesto e a resistência exigem o cumprimento daquilo que já está escrito na lei.
Destaques central baixo: Gustavo Santos – Fantasia: o conto da Constituição
Destaques central alto: Fábio Sansoa – Fantasia: Terra Protegida
Semi-destaques frente: Helder Sátiro - Fantasia: O grito silenciado
Composições:
Significados: Raízes da pátria
Convidados:
- Indígenas da Aldeia Marakanã
Ala 14 – baianinhas – Agricultura sustentável
Musas – Charline e Sandy – Cura da terra
Ala 15 – Plantas medicinais
Musos – Camila e Anderson Júnior – Arte indígena
Ala 16 – artesanato
Musas – Thamara e Vanessa – linhas ancestrais
Ala 17 - Grafismo
Muso infantil – Matheus e Emily – Raízes do futuro
Ala 18 – Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Maraka’nã
Ala 19 – compositores - Tributo a Darcy e Marechal
Musa – Cintia Barboza – A força da mulher indígena
3º alegoria – Aldeia Marakanã
O que representa:
A terceira alegoria enfatiza a importância da preservação cultural e ambiental, mostrando que, assim como as aves dependem das florestas para sobreviver, as comunidades indígenas necessitam de seus territórios e tradições para manter viva sua identidade. Portanto, o cenário da alegoria com as aves maracanãs-guaçu e os curumins, em harmonia na aldeia Marakanã, torna-se uma poderosa metáfora da interpendência entre a natureza e a cultura, passado e futuro, ressaltando a necessidade de proteger e valorizar tanto as aves que inspiraram o nome da aldeia quanto as crianças que assegurarão sua continuidade. Os curumins, em sua inocência e curiosidade, representam a esperança de um futuro onde a cultura indígena seja valorizada e respeitada, garantindo a continuidade de um legado ancestral.
Destaques central baixo: Junior Bispo – Fantasia: grafismo ancestral
Destaques Central alto: Marcos Alves – Fantasia: O guardião das etnias da Aldeia Marakanã
Semi-destaques:
- Nicole Matos - Fantasia: a bela arte da aldeia
- Swellen Nascimento – Fantasia: a arte viva dos povos indígenas
- Tony Elibio - Fantasia: a arte que conta nossa história
- Amauri Júnior - Fantasia: a arte que conta nossa história
Composições:
Significado: menina-moça
Significado: Guardiões Ancestrais (Velha-Guarda)
Samba-enredo:
Autores do samba-enredo: Junior Fionda / Romeu D’Malandro / Jonas Marques / Junior Falcão / Fábio Bueno / Juca / JV Albuquerque / Gulle / Edu Casa Leme / Jorginho Via 13 / Marcelinho Santos.
Vibra! Quando maraca brada jabebiracicaÉ o passado e o futuro feito espelhoCorpo Vermelho tinge o branco da históriaSombrio! De senhorio me fizeram despejadoA cruz na vela me tornou escravizadoNa avidez de tomar tudo o que é meuQuem é teu Deus? Que me deixou sangrar à terra do cocarEm nome dele quase me exterminarSem piedade ou perdãoÉ marco do tempo que há temposEscrito com sangue nas mãosEnfeitam o conto da constituiçãoTeu garimpo envenenaO teu fogo me consomeMas um dia teus herdeirosPassarão a minha fomeAuê! Auê! Sou coragem que não tardaContra o capitão do mato que hoje em dia veste fardaAue aueeeSou a arte em voz sedentaA raiz que dá a cura, a cultura que sustentaSobreviver é bem mais que sonharÉ o dom de ministrar o pertencerUm tributo a Darcy! Marechal do resistirO amor a reerguerA esperança é devolver o que nos restaPois a solução do mundo, vem do povo da florestaAncestral tupinambá! Um guerreiro anti servilSou a taba de lutar pela Aldeia do BrasilPela honra desse chão! Por um novo amanhãOriginária Bangu, Marakanã
Newsletter Entretenimento
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

