Enredo: "A História Que a Borracha do Tempo Não Apagou". Encontramos na história do Brasil um capítulo que vaga entre a utopia e a realidade. Fordlândia, o projeto de Henry Ford para construir uma cidade operária na Amazônia para plantio de seringueiras e produção de borracha. Porém, quem nunca pisou neste chão ou conheceu a Amazônia de fato, ignorando os segredos deste lugar, não contava que a floresta se levantasse contra a invasão dos seus territórios sagrados.
Comissão de Frente:
Significado: "Mística do Fogo"
Coreógrafo: Júnior Scapin
Componentes: 12 masculinos e 3 femininos
Informações: é feita a encenação do "Ritual do Fogo". O Pajé Munduruku dança com os Espíritos do Fogo para se encher de poder e lutar contra a fera metalizada que representa a ganância e a cobiça dos Pariwat (os não indígenas) que ousam invadir e explorar a Amazônia.
Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira:
- Mestre-sala: Rodrigo França
- Porta-bandeira: Pietra Brum
- Fantasia: "Espíritos da Mundurukânia"
O conjunto de indumentárias do 1º Casal do G.R.E.S. Unidos do Porto da Pedra se chama “Espíritos da Mundurukânia” representando Karusakaibê (ele) e I'pi (ela), os espíritos primordiais da criação do mundo Munduruku.
Roteiro do desfile
Abertura – mística do fogo
Comissão de frente
Significado da Fantasia: Mística do Fogo
Coreógrafo: Júnior Scapin
1º setor – tapajós: das origens à distopia que ergueu a cidade arredia
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira:
- Nome do mestre-sala: Rodrigo França
- Nome do porta-bandeira: Pietra Brum
- Significado da fantasia: Espíritos da Mundurukânia
Ala 1 – formigas de fogo
Ala 2 – flecha implacável
Ala 3 – baianas – as mães espirituais
Musa – Giovana Cordeiro – metal-capital
1ª alegoria – distopia Fordista
2º setor – Fordlândia – da promessa à revolta na floresta da borracha
Ala 4 – rapinas: cobiça de outro Norte
Ala 5 – arigós: arribação Nordestina
Ala 6 – sabiás: caboclos dos Beiradões
Muso e musas dos passistas – João Victor, Carol Portugal e Flávia Aguiar – lida seringueira
Ala 7 – passistas – Batalhão Opressor
Rainha de bateria – Andrea Andrade – Yukatã – A Perfeição da Cunhã
Ala 8 – bateria – Operários de Fordlândia
Ala 9 – entidade-floresta
Ala 10 – Mal-das-Folhas
Musa – Anny Alves – fogo fátuo
2ª alegoria – a floresta da borracha
3º setor – a grande retomada
Ala 11 - o mistério dos pajés
Musa – Ale Jansen – esmeralda do Tapajós
Ala 12 – garimpo: busca insana do ouro
Musa – Larissa Nicolau – exuberância da arte indígena
Ala 13 – arte em cestaria
Musa – Paolla Nascimento – plumária ancestral
Ala 14 – arte plumária
2º casal de mestre-sala e porta-bandeira:
- Nome do mestre-sala: Jhony Matos
- Nome da porta-bandeira: Joyce Santos
- Significado da fantasia: o poder dos clãs Munduruku
Ala 15 – tributo aos povos indígenas do Tapajós
Musa – Gabi Ceballos – luz de Karusakaibê
Ala 16 – passistas internacionais – luz eterna de Karusakaibê
Musa (01) – Chlóe Lemesle – ancestralidade encarnada e musa (02) Patrícia Faciola – estrelas da Mundurukânia
3ª alegoria – a grande retomada
Velha guarda
Compositores
Samba-enredo:
Autores do samba-enredo: Guga Martins / Passos Júnior / Gustavo Clarão / Cristiano Teles / Cadu Cardoso / Wendel Uchoa / Abílio Jr. / Marcelo Moraes / Tangerina / Marquinho Paloma / Leandro Gaúcho / Ailson Picanço
Munduruku
É o Sol que brilha lá no Norte, a nossa vozVento que sopra pelo Rio Tapajós
É o som da mata que ecoa na raiz
Atiro a ponta da minha flechaMirando em seu peito, na sua ambiçãoMeu velho, não esqueça que a florestaNão se rende feito os donos da naçãoBarcaça vai trazerOs ferros que erguem a cidade arrediaConfundem engrenagem com sabedoriaIgnorando os segredos do lugarBarcaça vai levarMeu ouro branco, rasgado em seringaisA esperança é deixada pelo caisPra quem um dia queria sonhar
Ê caboclo de bubuia, quero ver! Quero ver!Quem vai acordar antes do amanhecer?No ribeirão, vá buscar tracajá!Não tem capitão se meu povo zangar!
Deixa que o canto já ecoouQuando toda fumaça dissipouEaê aê, nossa luta não dá pra comprarEaê aê, Amazônia resistiráEm cada voz do JuruenaTransformada em poema num antigo ritualNão temos o tempo dos PariwatBorracha nenhuma pode apagarA nossa história!A nossa gente!Meu carnaval!
Vermelho urukum! O tigre de guerra!Não se esconda quando eu voltarEu sou orgulho e paixãoBem mais que um pavilhãoA força que faz esse povo lutar
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