Carnaval

Unidos do Porto da Pedra: tudo sobre o desfile na Série Ouro 2025

Unidos do Porto da Pedra desfila na Série Ouro do Carnaval 2025 do Rio de Janeiro; saiba tudo sobre o enredo, comissão de frente, alas, musas e mais:

Por Redação
REDAÇÃO

27/02/2025 • 12:34 • Atualizado em 27/02/2025 • 12:34

Enredo: "A História Que a Borracha do Tempo Não Apagou". Encontramos na história do Brasil um capítulo que vaga entre a utopia e a realidade. Fordlândia, o projeto de Henry Ford para construir uma cidade operária na Amazônia para plantio de seringueiras e produção de borracha. Porém, quem nunca pisou neste chão ou conheceu a Amazônia de fato, ignorando os segredos deste lugar, não contava que a floresta se levantasse contra a invasão dos seus territórios sagrados.

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Comissão de Frente:

Significado: "Mística do Fogo"

Coreógrafo: Júnior Scapin

Componentes: 12 masculinos e 3 femininos

Informações: é feita a encenação do "Ritual do Fogo". O Pajé Munduruku dança com os Espíritos do Fogo para se encher de poder e lutar contra a fera metalizada que representa a ganância e a cobiça dos Pariwat (os não indígenas) que ousam invadir e explorar a Amazônia.

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira:

  • Mestre-sala: Rodrigo França
  • Porta-bandeira: Pietra Brum
  • Fantasia: "Espíritos da Mundurukânia"

O conjunto de indumentárias do 1º Casal do G.R.E.S. Unidos do Porto da Pedra se chama “Espíritos da Mundurukânia” representando Karusakaibê (ele) e I'pi (ela), os espíritos primordiais da criação do mundo Munduruku.

Roteiro do desfile

Abertura – mística do fogo

Comissão de frente

Significado da Fantasia: Mística do Fogo

Coreógrafo: Júnior Scapin

1º setor – tapajós: das origens à distopia que ergueu a cidade arredia

1º casal de mestre-sala e porta-bandeira:

  • Nome do mestre-sala: Rodrigo França
  • Nome do porta-bandeira: Pietra Brum
  • Significado da fantasia: Espíritos da Mundurukânia

Ala 1 – formigas de fogo

Ala 2 – flecha implacável

Ala 3 – baianas – as mães espirituais

Musa – Giovana Cordeiro – metal-capital

1ª alegoria – distopia Fordista

2º setor – Fordlândia – da promessa à revolta na floresta da borracha

Ala 4 – rapinas: cobiça de outro Norte

Ala 5 – arigós: arribação Nordestina

Ala 6 – sabiás: caboclos dos Beiradões

Muso e musas dos passistas – João Victor, Carol Portugal e Flávia Aguiar – lida seringueira

Ala 7 – passistas – Batalhão Opressor

Rainha de bateria – Andrea Andrade – Yukatã – A Perfeição da Cunhã

Ala 8 – bateria – Operários de Fordlândia

Ala 9 – entidade-floresta

Ala 10 – Mal-das-Folhas

Musa – Anny Alves – fogo fátuo

2ª alegoria – a floresta da borracha

3º setor – a grande retomada

Ala 11 - o mistério dos pajés

Musa – Ale Jansen – esmeralda do Tapajós

Ala 12 – garimpo: busca insana do ouro

Musa – Larissa Nicolau – exuberância da arte indígena

Ala 13 – arte em cestaria

Musa – Paolla Nascimento – plumária ancestral

Ala 14 – arte plumária

2º casal de mestre-sala e porta-bandeira:

  • Nome do mestre-sala: Jhony Matos
  • Nome da porta-bandeira: Joyce Santos
  • Significado da fantasia: o poder dos clãs Munduruku

Ala 15 – tributo aos povos indígenas do Tapajós

Musa – Gabi Ceballos – luz de Karusakaibê

Ala 16 – passistas internacionais – luz eterna de Karusakaibê

Musa (01) – Chlóe Lemesle – ancestralidade encarnada e musa (02) Patrícia Faciola – estrelas da Mundurukânia

3ª alegoria – a grande retomada

Velha guarda

Compositores

Samba-enredo:

Autores do samba-enredo: Guga Martins / Passos Júnior / Gustavo Clarão / Cristiano Teles / Cadu Cardoso / Wendel Uchoa / Abílio Jr. / Marcelo Moraes / Tangerina / Marquinho Paloma / Leandro Gaúcho / Ailson Picanço

Munduruku

É o Sol que brilha lá no Norte, a nossa vozVento que sopra pelo Rio Tapajós

É o som da mata que ecoa na raiz

Atiro a ponta da minha flechaMirando em seu peito, na sua ambiçãoMeu velho, não esqueça que a florestaNão se rende feito os donos da naçãoBarcaça vai trazerOs ferros que erguem a cidade arrediaConfundem engrenagem com sabedoriaIgnorando os segredos do lugarBarcaça vai levarMeu ouro branco, rasgado em seringaisA esperança é deixada pelo caisPra quem um dia queria sonhar

Ê caboclo de bubuia, quero ver! Quero ver!Quem vai acordar antes do amanhecer?No ribeirão, vá buscar tracajá!Não tem capitão se meu povo zangar!

Deixa que o canto já ecoouQuando toda fumaça dissipouEaê aê, nossa luta não dá pra comprarEaê aê, Amazônia resistiráEm cada voz do JuruenaTransformada em poema num antigo ritualNão temos o tempo dos PariwatBorracha nenhuma pode apagarA nossa história!A nossa gente!Meu carnaval!

Vermelho urukum! O tigre de guerra!Não se esconda quando eu voltarEu sou orgulho e paixãoBem mais que um pavilhãoA força que faz esse povo lutar