
Xanddy do Harmonia do Samba se apresenta no circuito Barra-Ondina com o bloco Meu & Seu
AgNews
[template id="16394456" tipo="video"]A Harmonia do Samba tem muito para comemorar em 2018: além de fazer 25 anos de carreira, a banda é um dos grupos de pagode baiano mais bem consolidados no país. Passando por diversas mudanças durante a sua trajetória, o vocalista Xanddy fez um resumo desses anos para o Portal da Band.
"É perceptível entre a gente e eu sinto a transformação. A gente comenta muito o quanto nós amadurecemos, em todos os sentidos. Eu diria que, musicalmente, vivemos transições dentro do pagode – porque o pagode mudou muito desde que nós começamos", disse.
"A Harmonia foi revelado ao Brasil lá em 1999 com Vem Neném. Foi o primeiro hit e, no Carnaval de 2000, explodiu. Depois veio A Paradinha (2001) que foi o auge da carreira. E agora somos a música-tema do Band Folia, que foi uma honra. Estamos muito felizes", continuou.
"Eu diria que estamos passando por um momento novo, de novo, por mais uma transição. Com essas transformações todas – acho que vivemos três – acho que contribuímos muito para mudanças na música da Bahia e até do Brasil todo", completou.
Segundo Xanddy, o grupo manteve uma unidade mesmo após tantos anos. "A gente construiu desde cedo uma identidade, buscando tomar cuidado com a música em si, com as melodias, com a letra. E é assim até hoje. A gente tem o Mestre Bimba, que é nosso diretor musical. Ele é o coração e a Harmonia da nossa música. A gente já se permitiu fazer algumas coisas ousadas, mas a gente tem um legado, uma história bonita", afirmou.
"Independentemente de sermos um pagode de massa, nós somos do gueto. O que a gente manda para o Brasil, o que a gente manda para o nosso público é sempre com esse cuidado. [Queremos] que as pessoas gostem, dancem, façam coreografia, sejam felizes, mas que escutem a música também. Essa preocupação musical sempre houve", continuou.
"Se você pegar de Vem Neném (1999) a Daquele Jeito (2015), por exemplo, você vai ver que tem a mesma estrutura. Começa doce, o refrão é um pouco mais picante e aí entra naquela sacanagem gostosa do pagode da Bahia. Quando cai no refrão, a massa vem atrás. A gente traz o gueto todo querendo beijar na boca, dançar e ser feliz", explicou.
"Acho que nós temos angariado essa torcida toda durante todos esses anos, eu diria que 90% é em parte por causa desse cuidado que tivemos durante a nossa careira e que continuamos tendo até hoje. Tudo que a gente vai fazer, a gente tenta fazer com qualidade, preocupados se o povo vai gostar ou não", completou.
Desfilando no circuito Barra-Ondina neste ano no domingo, dia 11, e na segunda, dia 12, Xanddy apostou em um novo visual para comandar a swinguera. "Eu peguei emprestado o estilo de Saulo. Eu vou vim de chinelo e vou vir com uma roupa africana. E o abadá do bloco Meu & Seu é todo afro", finalizou.
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