Carnaval

Carla Prata relembra tumor e diz que desafia doença rara por 'inclusão' no Carnaval

Musa é rainha de bateria da Acadêmicos do Tucuruvi, que desfila no Anhembi, em SP, neste sábado (1º)

Guilherme Machado
GUILHERME MACHADO

01/03/2025 • 21:45 • Atualizado em 01/03/2025 • 21:45

Rainha de bateria da Acadêmicos do Tucuruvi, Carla Prata diz que desfila no Carnaval para inspirar pessoas e levantar a bandeira da inclusão. A musa tem Miastenia Gravis, uma doença autoimune rara que causa fraqueza muscular progressiva.

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Por causa da doença, a rainha de bateria já precisou retirar um tumor no coração e enfrentou problemas graves de saúde.

“A gente tem várias bandeiras. E eu acho muito importante [a participação no Carnaval] para a inclusão, para as pessoas viverem. 'Caramba, ela está ali, mas já tirou um tumor no coração, já ficou sem andar, ficou sem falar, sem abrir o olho. Passou por tanta coisa e hoje é rainha de bateria'. A doença que eu tenho é muito grave, mata muita gente”, disse a rainha de bateria para Band.com.br

“Eu estou fazendo algo que é totalmente contraditório ao que a doença me permitiria, entende? A doença enfraquece o corpo inteiro. Eu estar aqui é uma felicidade imensa não só para mim, mas para todos os portadores de doenças raras, para os familiares e amigos que convivem de perto com doenças raras. É uma inclusão. Eu estou com a bandeira das doenças raras no Carnaval”, acrescentou.

A Acadêmicos do Tucuruvi é a quinta escola a desfilar no Anhembi neste sábado (1º), com entrada na avenida prevista para as 2h50.

A escola traz o enredo 'Assojaba - A busca pelo manto', que fala sobre vestimentas sagradas dos indígenas tupinambás que foram levadas do Brasil para serem expostas em museus no exterior.

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