Carnaval

Quem é Eloína dos Leopardos, 1ª rainha de bateria da história que coroou Anitta

Anitta foi coroada neste domingo (20) como a nova rainha de bateria do Acadêmicos do Grande Rio. A cerimônia, que também contou com a escolha do samba-enredo

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21/09/2026 08:23 • Atualizado há 1 dia

Quem é Eloína dos Leopardos, 1ª rainha de bateria da história que coroou Anitta

Anitta foi coroada neste domingo (20) como a nova rainha de bateria do Acadêmicos do Grande Rio. A cerimônia, que também contou com a escolha do samba-enredo para 2027, teve a participação especial de Eloína dos Leopardos, a primeira rainha de bateria da história do Carnaval Brasileiro.

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A cantora foi quem escolheu Eloína para coroá-la, já que ela não quis que houvesse a passagem da coroa pela última rainha, Virginia Fonseca. Segundo a equipe da influenciadora, ela estava disponível, mas houve uma exigência de Anitta para que a passagem não ocorresse.

Durante o evento, Anitta explicou a razão para escolher Eloína dos Leopardos. "Se hoje uma coroa há de tocar o meu Orí, que venha das mãos de quem me guarda, me guia e abre meus caminhos. Hoje convido uma representante do legado das que vieram antes de nós. Eloína dos Leopardos, a travesti que abriu o caminho para que tantas outras puedssem reinar", disse Anitta.

"Hoje, Eloína pisa neste solo sagrado na força das pombagiras. De suas mãos recebo a potência de uma história feita de insurgência e espetáculo. A pioneira que um dia ocupou este posto retorna para me coroar. Ao seu lado, toda a falange de Exu, que me guarda e abre passagem", disse Anitta no discurso.

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"E nesta encruzilhada entre passado, presente e futuro, peço licença às que vieram antes de mim para ocupar o lugar que reconheço como meu agora. Das mãos de Exu, recebo a coroa, da encruzilhada, a força, da ancestralidade, o fundamento. Laroyê Exu, Laroyê Pombagira, Exu é Mojubá", completou Anitta.

Quem é Eloína dos Leopardos?

Eloína dos Leopardos é a história viva do Carnaval do Rio de Janeiro. A travesti marcou o Carnaval de 1976, quando foi convidada pelo carnavalesco Joãosinho Trinta para ocupar à frente da bateria da Beija-Flor de Nilópolis, posto que ainda não existia.

A estreia, inclusive, foi campeã. Eloína estreou na Sapucaí com o enredo "Sonhar com Rei Dá Leão", que rendeu o primeiro título da história da Beija-Flor. Eloína ainda seguiu comor ainha de bateria em 1977 e 1978, fazendo parte do primeiro tricampeonato da agremiação de Nilópolis.

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Eloína seguiu a carreira como artista e sempre próxima do Carnaval. A partir dos anos 80, ela produziu o espetáculo "A Noite dos Leopardos", peça que chegou a ser apresentada na Europa e Estados Unidos. Ela também fez sucesso com o "Divinas Divas", ao lado de Rogéria, Divina Valéria e outras travestis marcantes.

Em 2025 Eloína foi homenageada pela Paraíso do Tuiuti, que trouxe para a Sapucaí a história de Xica Manicongo, a primeira travesti registrada no Brasil.