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Casimiro passa controle administrativo da CazéTV; saiba quem é dono agora

Streamer mantém participação na holding e segue como principal rosto do canal; empresa gestora tem sócio internacional de peso e movimentou R$ 8,5 bilhões no futebol brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

21/07/2026 • 11:20 • Atualizado em 21/07/2026 • 11:20

CazéTV

CazéTV

Divulgação

A CazéTV, que se consolidou como uma das maiores forças das transmissões esportivas no país desde 2022, passa por uma grande reestruturação nos bastidores. O apresentador e streamer Casimiro Miguel transferiu o controle administrativo do canal para a LiveMode, gigante do marketing esportivo. Apesar de deixar a gestão direta do negócio, o influenciador preserva sua fatia societária na holding e continua como o principal apresentador e embaixador do projeto.

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Criada durante a Copa do Mundo do Catar, a plataforma atingiu seu ápice na Copa do Mundo de 2026, quando exibiu os 104 jogos do torneio e pulverizou recordes históricos de audiência no streaming. A mudança na gestão integra o canal definitivamente à estrutura de um dos maiores players do setor na América Latina. A holding controladora da LiveMode, sediada nas Ilhas Cayman, conta inclusive com o astro português Cristiano Ronaldo entre seus sócios.

A LiveMode foi fundada por Edgar Diniz e Sérgio Lopes — mentes por trás do extinto Esporte Interativo. A empresa tem forte atuação na negociação de direitos digitais com a Fifa e liderou a criação do bloco Futebol Forte União (FFU), movimentando mais de R$ 8,5 bilhões em acordos com clubes brasileiros por cinco anos.

Aportes bilionários e novo mercado de mídia

O crescimento acelerado atraiu investidores globais e fundos de investimento. O grupo recebeu aportes do fundo XP Private Equity II e da gestora norte-americana General Atlantic, com um investimento estimado pelo mercado em R$ 450 milhões.

A consolidação do modelo se beneficiou diretamente das transformações regulatórias do esporte nacional. Impulsionado pela Lei do Mandante, o futebol brasileiro abriu caminho para negociações descentralizadas, permitindo que plataformas digitais e produtoras independentes construam impérios de mídia no país.