Irmã de Deolane cobra provas e critica prisão após 4 meses: "Injustiça"
Dayanne Bezerra usou redes sociais para contestar investigações da Operação Vérnix e alegar ausência de provas

A advogada Dayanne Bezerra, irmã da influenciadora digital Deolane Bezerra, usou suas redes sociais para fazer um desabafo sobre a permanência da ex-participante de A Fazenda na prisão. A declaração ocorre no momento em que a detenção da influenciadora completou quatro meses na última segunda-feira (21).
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Deolane é investigada na Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em vídeos publicados nos Stories do Instagram, Dayanne cobrou publicamente a apresentação de elementos concretos que justifiquem a medida cautelar.
"Já se fazem quatro meses de uma grande injustiça. Cadê as provas?", questionou a advogada.
Questionamentos sobre empresas e perícias
Durante o desabafo, Dayanne rebateu rumores que circularam sobre a vida pessoal e empresarial da irmã, sugerindo que o público e a imprensa consultem órgãos oficiais para checar as informações.
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"As provas é uma entrevista cheia de inverdades, dizendo que a Deolane havia se casado no presídio. Cadê essa certidão de casamento? Dizendo que a Deolane tinha 50 empresas, cadê essas certidões dessas empresas? Basta fazer uma pesquisa simples na Junta Comercial", pontuou.
A advogada também levantou dúvidas sobre a idoneidade das perícias técnicas realizadas no material apreendido pelos investigadores ao longo das diligências da Polícia Civil.
"Um aparelho que falaram que era a prova chave pra Deolane estar presa, depois de lacrado, tem 10 arquivos inseridos e 14 arquivos modificados... Provas criadas, né? O Brasil é um verdadeiro escarcéu, mas todo mundo pode responder em liberdade, a Deolane não", criticou.
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Reavaliação judicial e defesa
Deolane Bezerra segue detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A defesa da influenciadora reitera sua inocência, sustentando que os valores movimentados em suas contas têm origem lícita e são frutos de sua atuação na advocacia e de contratos publicitários na internet.
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva da advogada sob o argumento da necessidade de garantir a ordem pública e a instrução criminal durante o andamento do processo.
