MC Poze do Rodo acumula prisões e acusações; relembre as polêmicas
Trajetória inclui acusações criminais, prisões e confusões nas redes sociais

Reprodção
MC Poze do Rodo voltou ao centro de uma polêmica nesta quinta-feira (29), após ser acusado de estupro por uma adolescente de 16 anos. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso, que teria ocorrido em setembro, na residência do funkeiro, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense.
Continua depois da publicidade
O cantor, cujo nome verdadeiro é Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, já foi alvo de outras investigações policiais, chegou a ser preso três vezes e protagonizou desentendimentos públicos com outros artistas e influenciadores.
Conhecido por sucessos como "Tô Voando Alto", "Me Sinto Abençoado" e "A Cara do Crime", Poze ganhou projeção nacional no funk, mas também acumulou episódios controversos ao longo da carreira. Relembre os principais casos.
Denúncia de estupro contra adolescente em 2026
O episódio mais recente veio a público nesta quinta-feira (29), quando uma adolescente de 16 anos denunciou MC Poze do Rodo por suspeita de estupro, ameaça e constrangimento ilegal.
Continua depois da publicidade
Segundo informações confirmadas pela Band, a jovem registrou a ocorrência na quarta-feira (28), na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
De acordo com o relato apresentado pela defesa da adolescente, ela teria sido vítima de violência sexual durante uma festa na casa do cantor, em setembro. A jovem também afirma que sofreu ameaças posteriormente.
A Polícia Civil informou que os envolvidos serão intimados a prestar esclarecimentos e que as investigações seguem em andamento. Até a publicação inicial da reportagem da Band, a defesa de Poze ainda não havia se manifestado sobre a denúncia.
Continua depois da publicidade
Prisão por suspeita de lavagem de dinheiro em 2026
Em 15 de abril de 2026, MC Poze do Rodo foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Narcofluxo, que investigava um suposto esquema de lavagem de dinheiro com movimentações financeiras superiores a R$ 1,6 bilhão.
O funkeiro foi detido em sua residência, no Rio de Janeiro. A operação também teve como alvo o cantor MC Ryan SP e outros influenciadores digitais.
Conforme noticiado pela Band, a investigação apontava suspeitas de utilização de operações financeiras, dinheiro em espécie e criptomoedas para ocultar valores de origem ilícita.
Continua depois da publicidade
Após quase um mês preso, Poze deixou a prisão em 14 de maio, depois de uma decisão da Justiça Federal que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.
Prisão por suspeita de ligação com o Comando Vermelho
Em maio de 2025, o funkeiro foi preso em uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro por suspeita de apologia ao crime e associação ao tráfico de drogas.
Segundo as investigações, Poze realizava apresentações em comunidades controladas pelo Comando Vermelho (CV), nas quais haveria presença de traficantes armados. A polícia também questionou letras de músicas que, segundo os investigadores, exaltariam atividades criminosas.
Continua depois da publicidade
O cantor negou envolvimento com a facção e afirmou que suas músicas retratavam a realidade das comunidades onde cresceu.
Após cinco dias preso, Poze conseguiu um habeas corpus e teve a prisão revogada, passando a responder às investigações em liberdade.
Acusação de tortura contra ex-empresário
Outra investigação envolvendo o cantor ganhou repercussão em agosto de 2025, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro o denunciou por tortura e extorsão mediante sequestro contra seu ex-empresário.
Continua depois da publicidade
Segundo a acusação, o episódio teria acontecido em fevereiro de 2023, após o desaparecimento de parte de uma joia pertencente ao artista.
O Ministério Público afirma que o ex-empresário teria sido mantido em cárcere privado e agredido para confessar o suposto furto. Poze e outras pessoas foram denunciados pelo caso.
A Justiça aceitou a denúncia, tornando o cantor réu, mas negou o pedido de prisão preventiva apresentado pela Promotoria.
Continua depois da publicidade
A defesa negou as acusações e afirmou que o pedido de prisão não tinha fundamento.
Operação contra rifas ilegais e apreensão de joias
Em novembro de 2024, MC Poze do Rodo e sua então esposa, Vivi Noronha, tiveram bens apreendidos durante a Operação Rifa Limpa, que investigava a divulgação de sorteios supostamente ilegais nas redes sociais.
A ação resultou na apreensão de carros de luxo, joias, celulares e outros objetos ligados ao casal.
Continua depois da publicidade
Na ocasião, o cantor se pronunciou sobre a operação e afirmou que não tinha envolvimento com o suposto esquema investigado. Os bens foram posteriormente devolvidos.
Término conturbado com Vivi Noronha
Fora das investigações policiais, a vida amorosa de MC Poze também ganhou repercussão.
Em novembro de 2025, Poze e Vivi Noronha anunciaram o fim do casamento, após um relacionamento marcado por idas e vindas. Os dois são pais de três filhos.
Continua depois da publicidade
O rompimento ganhou novos capítulos quando Vivi publicou imagens de sacos de lixo com seus pertences e mensagens atribuídas ao ex-marido, nas quais ele exigiria que ela deixasse a residência.
Poze negou rumores de traição e afirmou que a separação havia sido decidida pelos dois.
Confusão com MC Borges e Da Furia
Em janeiro de 2026, MC Poze se envolveu em uma briga generalizada com o rapper Borges e o influenciador Da Furia.
Continua depois da publicidade
A discussão aconteceu em meio a desentendimentos pessoais envolvendo os artistas e seus relacionamentos anteriores.
Borges acusou Poze e pessoas próximas a ele de invadirem sua residência e participarem de agressões. A namorada do rapper, Pamella Lopes, também afirmou ter sido atingida durante a confusão.
Posteriormente, Poze se pronunciou sobre o episódio e negou ter iniciado as agressões. Segundo o cantor, ele teria tentado separar uma discussão entre Borges e seu primo.
Continua depois da publicidade
Primeira prisão em 2019
O histórico de problemas com a Justiça começou antes de Poze alcançar projeção nacional.
Em setembro de 2019, o cantor foi detido durante um baile funk em Sorriso, no Mato Grosso, após uma operação policial no local.
Na ocasião, a polícia apontou suspeitas de tráfico de drogas, apologia ao crime, corrupção de menores e fornecimento de bebidas alcoólicas a adolescentes.
Continua depois da publicidade
A defesa do artista negou que ele tivesse praticado os crimes e argumentou que Poze havia sido contratado apenas para realizar uma apresentação.
Os episódios citados envolvem investigações, acusações e processos distintos. A existência de denúncias e prisões não significa, por si só, que o cantor tenha sido condenado pelos crimes investigados.
