Celebridades

Veja a ilha de R$ 10 milhões disputada por Richarlison em Angra dos Reis

Mansão com 11 suítes, praia privativa e heliponto está no centro de uma disputa judicial envolvendo o jogador.

4 min

21/10/2026 13:26 • Atualizado há 3 dias

Veja a ilha de R$ 10 milhões disputada por Richarlison em Angra dos Reis

Reuters/Matthew Childs

Uma mansão de luxo localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, voltou aos holofotes após o jogador Richarlison apresentar documentos relacionados à aquisição de direitos sobre o imóvel, nesta quarta-feira (21). O atacante do Tottenham afirma ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na propriedade, que possui estrutura de alto padrão e está no centro de uma disputa judicial.

Continua depois da publicidade

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Richarlison mostrou contratos, documentos relacionados a processos judiciais e registros que, segundo ele, comprovam a aquisição dos direitos sobre a propriedade. O jogador também voltou a cobrar a devolução do imóvel, atualmente sob controle de uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz.

Como é a ilha disputada por Richarlison?

Localizada na Costa Verde fluminense, a propriedade possui uma mansão com 11 suítes, praia privativa, piscina, quadra de tênis, heliponto e até uma cachoeira que deságua no mar.

Cercada pela vegetação da Mata Atlântica, a residência fica em uma área mais isolada da Ilha Comprida, região conhecida pelas águas cristalinas e pelas propriedades de luxo.

Continua depois da publicidade

A estrutura também chama atenção pela possibilidade de acesso por helicóptero, além dos espaços destinados ao lazer e à convivência. A combinação entre o cenário natural e as instalações da mansão transformou o imóvel em uma propriedade de alto padrão.

O local também possui uma ligação histórica com a cantora Clara Nunes, que teria adquirido direitos sobre a área na década de 1970. Após a morte da artista, em 1983, a propriedade passou por diferentes negociações e processos de transferência de direitos.

Embora seja frequentemente chamada de "ilha de Richarlison", a disputa envolve os direitos de ocupação de uma propriedade situada em terreno pertencente à União, e não a propriedade privada de toda a ilha.

Continua depois da publicidade

Entenda a disputa judicial

Richarlison afirma que adquiriu os direitos sobre o imóvel em 2020, durante a pandemia, ao lado de outros investidores. Segundo o jogador, foram gastos aproximadamente R$ 10 milhões entre a aquisição da propriedade e melhorias realizadas no local.

O atleta acusa o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, de ter obtido os direitos sobre o imóvel de maneira irregular. Ele também afirma que o senador demonstrou interesse em comprar a propriedade, mas que a proposta foi recusada.

Willer contesta as acusações e sustenta que sua empresa, WT Administração de Imóveis e Bens S/A, adquiriu legalmente os direitos de ocupação. Flávio Bolsonaro também nega envolvimento na negociação e afirma que foi indicado apenas como testemunha em um dos processos.

Continua depois da publicidade

Em 19 de outubro, a Band noticiou que um grupo havia pedido a apuração das circunstâncias envolvendo a disputa pela ilha.

Richarlison apresenta documentos e cobra devolução

Nesta quarta-feira (21), Richarlison voltou a se manifestar nas redes sociais após ser desafiado por Willer Tomaz a apresentar documentos que comprovassem a aquisição da propriedade.

"Tá aí a prova, Willer Tomaz", declarou o atacante ao exibir parte dos registros.

Continua depois da publicidade

Segundo o jogador, a aquisição ocorreu de maneira regular e contou com documentação judicial. Richarlison também questionou a rapidez com que os direitos de ocupação foram transferidos à empresa do advogado.

A disputa envolve diferentes históricos de ocupação do imóvel. Os documentos apresentados pelo lado de Richarlison apontam uma sequência de negociações iniciada em 2011, enquanto Willer sustenta seus direitos com base em registros administrativos que remontam a 1975.

Em 2022, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) transferiu o cadastro dos direitos de ocupação para a empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A.

Continua depois da publicidade

A divulgação dos documentos pelo atleta não representa, por si só, o reconhecimento definitivo de seus direitos sobre o imóvel.

Deputados pedem intervenção do STF

O caso também ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (21). Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Pedro Uczai (PT-SC) apresentaram um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender a transferência dos direitos de ocupação da propriedade.

Segundo reportagem publicada pela Band sobre o pedido ao STF, os parlamentares apontam possíveis irregularidades no procedimento conduzido pela SPU.

Continua depois da publicidade

A petição solicita esclarecimentos sobre a origem dos recursos utilizados na operação, a participação das empresas envolvidas e uma eventual influência política no processo.

Os deputados também pedem que Richarlison e outras pessoas relacionadas à negociação sejam ouvidos.

Até o momento, o pedido não representa uma decisão definitiva sobre a titularidade dos direitos de ocupação.

Continua depois da publicidade

Enquanto a disputa repercute nas redes sociais, a noiva do jogador, Amanda Araújo, mantém discrição e está afastada das publicações frequentes.

A controvérsia segue sem solução definitiva para todas as questões levantadas pelo atleta e pelas partes envolvidas.

Tópicos relacionados