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De compositor do Léo Santana a parceiro de palco: conheça o cantor Diggo

Nova aposta do grupo Menos é Mais, o artista já assinou hits para nomes como Pedro Sampaio, Anitta e João Gomes e agora deixa os bastidores para investir em uma nova fase como intérprete

Da redação
DA REDAÇÃO

29/08/2026 • 07:00 • Atualizado em 29/08/2026 • 07:00

Diggo

Diggo

Reprodução/Instagram @diggooficial

Rodrigo Martins, conhecido artisticamente como Diggo, é cantor e compositor natural de Salvador (BA). Autor de sucessos como “Dengo”, de João Gomes, “Contatinho”, de Anitta e Léo Santana, “Shot 43”, de Mumuzinho, e “Contatinho”, de Luísa Sonza, o baiano reúne no currículo composições que transitam por diferentes vertentes da música brasileira, como axé, pop e pagode.

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Depois de construir uma carreira nos bastidores, Diggo agora concentra os esforços na trajetória como intérprete. Aos palcos, leva a experiência acumulada ao longo dos anos como compositor e a vivência em diferentes gêneros musicais. Criado no bairro do Cabula, em Salvador, o artista começou a carreira como vocalista do grupo de samba local Demorô. Ao longo da trajetória, também passou pelo pagotrap e, agora, retorna ao pagode, gênero que marcou seus primeiros passos na música.

A relação com a composição começou ainda na adolescência. Aos 15 anos, enquanto dançava com o irmão, Diggo decidiu criar suas primeiras letras de forma espontânea. A experiência despertou o interesse pelo processo criativo e abriu caminho para a carreira profissional. "Eu gostei de ter aquele sentimento de compor algo, de fazer algo e ver como as pessoas respondiam àquilo que era meu", afirma o cantor sobre os primeiros passos na música em entrevista ao Band.com.br.

Com a orientação de parceiros, Diggo passou a estudar o mercado e a estrutura das bandas baianas. A circulação pelos bastidores da indústria ampliou sua rede de contatos e o aproximou de Léo Santana, com quem passou a construir uma parceria que se estende à composição e à nova fase artística.

"A gente tem uma relação muito legal e amigável. O Léo é parceiro demais, me dá várias dicas e abraçou a causa de todas as formas, tanto na composição quanto no artístico", conta o músico.

Para Diggo, a parceria com o GG também foi importante para acelerar a própria transição dos bastidores para os palcos: "A composição me ajudou a ser cantor e a fazer minhas coisas de forma mais rápida. Eu não gravaria com o Léo com tanta facilidade se não tivesse ajudado na carreira dele com as músicas".

Parceria com Léo Santana

Em janeiro de 2026, às vésperas do Carnaval, Diggo se uniu a Léo Santana no lançamento de “Hipnotiza”. A faixa ganhou força durante a folia em Salvador e ampliou a presença do compositor em novos espaços e palcos.

O sucesso da música também rendeu participações de Diggo no trio elétrico de Léo Santana, aproximando ainda mais o artista da rotina dos grandes shows. O clipe de “Hipnotiza” já ultrapassa 16 milhões de visualizações no YouTube.

PagoDiggo

Diggo busca fortalecer o próprio nome em Salvador com o PagoDiggo, projeto que reúne música, cultura e elementos da identidade artística do baiano. A label começou de maneira intimista e, desde então, vem crescendo a cada edição, superando os próprios recordes de público. A ideia, segundo o artista, é consolidar o projeto na Bahia antes de expandi-lo para outras cidades do Nordeste.

"Eu vi que dava certo, que estava em um lugar confortável e que tudo acontecia de forma natural. A intenção é ficar muito forte em Salvador e depois rodar o Nordeste, passando por Aracaju e Recife, antes de ir para o Sul", explica o baiano, que ainda não tem planos de levar o projeto para outras regiões do Brasil.

Aposta do Menos é Mais

Em abril de 2026, Diggo passou a ser agenciado pelo Grupo Onda, em parceria com o grupo Menos é Mais. O acordo marcou a estreia do grupo brasiliense no agenciamento de um artista, além de representar um novo momento na carreira solo do baiano. A parceria também é vista por Diggo como uma oportunidade de reproduzir, em Salvador, a trajetória construída pelo Menos é Mais em Brasília:

A gente se enxerga muito porque o Menos é Mais veio de Brasília, de onde ninguém imaginava sair a maior banda de pagode no streaming do Brasil. Penso em fazer o mesmo sendo o primeiro artista solo vindo de Salvador.

Diggo continua escrevendo músicas

Apesar do foco crescente na carreira de cantor e da agenda de apresentações, Diggo ainda tem nos direitos autorais sua principal fonte de renda. O compositor afirma que continua produzindo intensamente e chega a criar até três músicas por dia. Parte das faixas é destinada a outros artistas, enquanto algumas são guardadas para serem interpretadas por ele próprio. A estratégia permite que Diggo mantenha a atuação nos bastidores ao mesmo tempo em que amplia sua presença como intérprete.

A relação com as redes sociais também não muda a forma como o artista pensa suas composições. Diggo descarta produzir músicas exclusivamente com o objetivo de viralizar. "Fazer música exclusivamente para viralizar deixa você inchado e faz perder a qualidade e a emoção. A gente nunca sabe o que vai viralizar", afirma.

Próximos passos

Além da agenda de shows e do lançamento do especial audiovisual "DIGGO: A CARA DO BRASIL", o cantor prepara uma nova etapa da carreira com uma apresentação em Angola. A escolha do país faz parte de um projeto que pretende explorar a conexão histórica e cultural entre Bahia e Angola. A proposta é transformar essa relação em um novo registro audiovisual.

"A Bahia tem muito essa ligação com a Angola. Vamos gravar um DVD falando sobre essa reconexão, mostrando como Salvador é para o samba e para o pagode e como a Bahia é para o Brasil", conclui.

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