
Oliver Laxe falou dos votantes brasileiros no Oscar
Reprodução/TVE/O Agente Secreto
O diretor espanhol Oliver Laxe precisou se manifestar sobre a onda de críticas que recebeu do público brasileiro nos últimos dias. Em entrevista ao jornal espanhol Diário ABC, o cineasta buscou minimizar o impacto de suas declarações recentes e pediu desculpas a quem se sentiu ofendido. "Vivi isso mal, claro. Quer dizer, sinto muito se ofendi pessoas", declarou Laxe, alegando que suas falas foram tiradas de contexto.
A polêmica teve início durante a participação de Laxe no talk show La Revuelta. Ao comentar o engajamento do Brasil na temporada de premiações, especificamente em relação ao filme "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, o diretor ironizou o comportamento dos votantes nacionais. "Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele", disparou na ocasião, chamando os brasileiros da Academia de "ultranacionalistas".
Agora, o diretor de "Sirât" tenta selar a paz, alegando que o programa de TV onde deu a declaração possui um tom "radicalmente irônico" e que tudo não passou de uma piada infeliz. "Acho que o contexto não foi entendido. Foi, em todo caso, uma piada um pouco ruim, não? Eu não daria mais importância", afirmou ao Diário ABC, tentando encerrar o assunto.
A disputa entre os dois diretores fica ainda mais apimentada devido à concorrência direta no Oscar 2026. Enquanto o brasileiro "O Agente Secreto" ostenta quatro indicações — incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Wagner Moura —, o espanhol "Sirât" concorre em duas categorias, incluindo Melhor Filme Internacional, onde ambos se enfrentam.
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