
Dona Sebastiana, de O Agente Secreto
Divulgação
A performance da atriz Tânia Maria no filme brasileiro O Agente Secreto chamou a atenção do jornal The New York Times, que a classificou como a Melhor Atuação Fumando Cigarro da temporada. A publicação ressaltou como a atriz, que interpreta uma personagem-chave no drama, usou o cigarro como um poderoso símbolo de resistência.
O New York Times descreve a aparição de Tânia Maria como surpreendente. Em uma cena de rua à luz do dia, a atriz, que parecia ser uma figurante, rouba o quadro. O jornal a descreve como "glamourosa de forma única e idiossincrática" e com uma presença magnética, ressaltando: "A razão pela qual você a nota é que seus lábios seguram um cigarro, e ela está fumando-o com tudo."
A publicação compara a forma como Tânia Maria manuseia o cigarro com a maneira como "pessoas velhas mais convencionais usam uma bengala."
A atriz, que tem poucos créditos em cinema, interpreta a mãe de uma casa que abriga refugiados e refratários à brutalidade da ditadura militar brasileira. Embora a vejamos fumar apenas nessa introdução, a personagem anuncia que fuma há 60 dos seus 77 anos.
O veículo reconhecido internacionalmente conclui que o ato de fumar de Maria é um "triunfo de personalidade sobre as circunstâncias" e uma metáfora poderosa: “Ela diz: 'se eu posso vencer esses cigarros, eu posso vencer essa ditadura.' Que poderoso atalho para a passagem dela pelo mundo."
O jornal ainda elogia o olhar do escritor e diretor Kleber Mendonça Filho por escalar Tânia Maria, que traz para a câmera "toda a vida que ela já viveu."
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