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Ebony detalha encontro com Doechii: "Agradeci ela por ser gay"

Rapper brasileira revelou bastidores de evento com a artista americana em São Paulo; conversa incluiu reflexões sobre as diferenças entre o movimento negro no Brasil e nos EUA

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 15:54 • Atualizado em 07/04/2026 • 15:54

Doechii e Ebony no centro de SP

Doechii e Ebony no centro de SP

Reprodução/Instagram

A rapper Ebony virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após detalhar seu encontro com a artista internacional Doechii. Em entrevista ao LesboCine, a brasileira descreveu o momento como "surreal" e contou que a interação aconteceu durante uma festa da Batekoo, em São Paulo, no período pré-Lollapalooza 2026. Ebony não escondeu a empolgação ao abordar a americana com uma frase direta sobre a orientação sexual de ambas: "Juro, eu falei com ela: 'Thank you for being gay!' (Obrigada por ser gay)".

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A resposta de Doechii, que aproveitou uma festa brasileira em um prédio histórico de São Paulo, foi bem-humorada, selando uma conexão instantânea entre as duas rappers. "Are you gay? Of course I’m gay, girl!" (Você é gay? É claro que eu sou gay, garota!), rebateu a americana. Ebony destacou que o encontro foi marcado por uma energia de identificação profunda, já que ambas são mulheres negras e lésbicas inseridas na cena do rap, um ambiente historicamente dominado por homens.

Crítica ao capitalismo e irmandade brasileira

Para além do momento descontraído, o papo entre as artistas rendeu reflexões sociais pesadas. Ebony relatou que Doechii notou uma diferença gritante na organização das mulheres no Brasil em comparação aos Estados Unidos. Segundo a rapper americana, o sistema capitalista nos EUA incita uma competição feminina agressiva, o que dificulta a criação de laços genuínos de suporte entre artistas negras.

Ebony explicou que Doechii ficou impressionada com a visão de "irmandade" que encontrou por aqui. "Eu gosto muito de pensar que isso acontece porque o Brasil é feito por mulheres negras e indígenas. A forma como a gente consegue organizar o trabalho ao redor de uma visão de irmandade reflete muito isso", pontuou a brasileira. Para Doechii, essa estrutura de apoio mútuo é um contraste direto com a realidade americana, que ela descreveu como sendo moldada por "homens brancos capitalistas".