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Enteada de Raul Gazolla sustentou a casa sendo camgirl: "Ficava na merda"

Milla Fernandez expõe como era atuar em plataformas de conteúdo adulto durante a pandemia e o impacto emocional do trabalho

Da redação
DA REDAÇÃO

18/12/2025 • 15:50 • Atualizado em 18/12/2025 • 15:50

Milla Fernandez, enteada de Raul Gazolla, sustentou a casa sendo camgirl

Milla Fernandez, enteada de Raul Gazolla, sustentou a casa sendo camgirl

Divulgação/CAJU Agenciamento

A atriz Milla Fernandez, de 28 anos, abriu o coração sobre o trabalho de camgirl, mulheres que produzem conteúdo para plataformas de vídeos adultos. Criada por Raul Gazolla e filha de Fernanda Loureiro, a jovem revelou que trabalhou como camgirl durante dois anos, sendo a principal responsável pelo sustento de sua família no auge da pandemia.

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Formada pela tradicional Casa de Artes Laranjeira (CAL), Milla sempre buscou consolidar sua carreira na atuação. No entanto, diante de negativas em testes e da paralisação cultural causada pela pandemia, ela encontrou no mercado erótico digital uma saída financeira rápida.

O retorno foi imediato: logo no primeiro mês, a atriz faturou cerca de R$ 20 mil, valor muito superior ao que recebia dando aulas de inglês ou traduzindo textos.

Apesar do sucesso financeiro, o sigilo era uma prioridade. Milla bloqueou usuários brasileiros para tentar preservar sua imagem e escondeu a atividade de seu círculo de amigos.

Segundo ela, houve uma ingenuidade inicial sobre o alcance da internet e o risco de vazamentos, o que gerou um constante estado de medo e ansiedade.

O custo emocional e a rede de apoio

Embora tenha contado com o suporte e a confiança de sua família — incluindo o padrasto Raul Gazolla, de quem ela e a irmã Luna buscam adotar o sobrenome legalmente —, o trabalho deixou sequelas. Milla confessou que o aumento dos ganhos financeiros vinha acompanhado de um profundo declínio em sua saúde mental.

"Quanto mais o dinheiro entrava, mais eu ficava na merda. Conforme fui fazendo sucesso com isso, mais fui me sentindo fracassada com relação às minhas escolhas de vida", desabafou em entrevista ao jornal O Globo.

Transformando dor em arte

A experiência dolorosa e as relações ambíguas que estabeleceu com clientes estrangeiros — para quem se tornava uma espécie de confidente — serviram de combustível para seu novo projeto artístico. Atualmente, Milla está nos palcos com a peça "TIP - antes que me queimem, eu mesma me atiro no fogo", onde utiliza o teatro para ressignificar sua história e abordar a complexidade do trabalho erótico.

Para a atriz, o período foi um aprendizado forçado sobre a imperfeição e o desapego de uma "imagem imaculada", permitindo que ela assumisse o controle da própria narrativa antes que outros o fizessem.