
Fernanda Torres na chegada para o Oscar
Aude Guerrucci/Reuters
Fernanda Torres relembrou com humor da 'caótica' campanha pelo Oscar de "Ainda Estou Aqui", inédito para o Brasil. A atriz, que interpretou Eunice Paiva no filme, contou que sentiu medo da campanha ir por água abaixo após resgatarem uma esquete com 'blackface' feita por ela em 1998.
A atriz contou ao "Conversa com Bial" que a esquete em que ela aparece pintada e caracterizada com estereótipos racistas surgiu na internet logo após a participação dela no programa de Jimmy Kimmel, que é estratégica para campanhas no Oscar.
"A gente tinha a chance do Jimmy Kimmel. Você pode não fazer, mas aí você vai perder um voto. Entrei no Jimmy Kimmel, que é apavorante, você tem que render, né?", disse. Em seguida, ela contou que foi abordada por um assessor da campanha de "Ainda Estou Aqui" e recebeu a notícia de que a esquete estava viralizando na internet.
O quadro em questão era do "Fantástico", chamado "Sexo Oposto", e na verdade em 2008. "Todo mundo que é comediante pecou e foi politicamente enganado em 1980 e 2000. Todo mundo tem. Eu parei e falei assim: '1998? Um blackface...'. Eu comecei a tremer, porque a Cinderela, o azarão, vai acabar. Por causa da atriz racista sul-americana", disse.
A atriz disse que a equipe agiu rapidamente diante da repercussão e ela até falou com lideranças negras brasileiras para tratar do assunto. Ela chegou a divulgar um comunicado na época e pediu desculpas pela esquete. No fim, a campanha deu certo: "Ainda Estou Aqui" ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional.
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