Fernando Campos fala da representação PCD na literatura: 'Oportunidade'
No Dia Nacional do Livro, influenciador cego mostra que abordar a deficiência é uma forma de expandir horizontes dos leitores

Fernando Campos é influenciador e autor de dois livros
Divulgação
Autor de dois livros e influencidor com mais de 500 mil seguidores no Instagram, Fernando Campos reconhece que a representatividade na literatura faz as pessoas expandirem os próprios horizontes. E, neste Dia Nacional do Livro, o influenciador cego e autor de dois livros fala da força da representação PCD nos livros.
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Para o Band Entretê, Fernando diz acreditar e muito no poder da representatividade. "Não só para trazer pertencimento às pessoas que se reconhecem ali, mas também para as pessoas que não conhecem aquela realidade, terem uma nova oportunidade de ver como outras pessoas enxergam o mundo", afirma.
Tanto é, que pensando na falta de personagens cegos nos livros que consome, Fernando decidiu ele próprio contar histórias do tipo. "Sempre me conectei com a literatura, desde criança com minha mãe lendo livros para mim, contando histórias. Mas sempre senti falta de um personagem que fosse cego como eu, de um super-herói que eu pudesse me inspirar e ser igual", disse.
O primeiro livro dele, "Enxergando Além do Atlântico", é um desses livros que prometem trazer um novo olhar sobre a vida de uma pessoa com deficiência visual. "Ele conta a história do meu período em um intercâmbio na Inglaterra, os perrengues e aventuras de um jovem cego em outro país estão nesse livro", afirma.
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Fernando, que também escreveu um livro infantil, fala que é preciso mostrar desde cedo que "ser diferente é normal". "E em 'O Tesouro das Diferenças', meu segundo livro, tem 4 contos infantis com protagonistas com deficiências, eu abordei a deficiência de forma leve, mostrando para as crianças que ser diferente é normal, saudável e bonito", celebra.
