
Blake Lively e Justin Baldoni
REUTERS/Jeenah Moon/Caitlin Ochs
O ator e diretor Justin Baldoni manifestou-se publicamente pela primeira vez após o anúncio do acordo judicial com a atriz Blake Lively. A disputa, que se arrastava nos bastidores do filme É Assim que Acaba (2024), envolvia acusações de assédio sexual e campanhas difamatórias.
Em vídeo publicado no Instagram ao lado de sua esposa, Emily Baldoni, o ator explicou que o silêncio mantido pela maior parte dos últimos dois anos não ocorreu por falta de assunto. "Parecia que, toda vez que íamos gravar um vídeo como este, queríamos falar, mas algo nos dizia para não fazermos isso. Simplesmente não parecia ser o momento certo", afirmou Baldoni, completando que agora consideram o momento adequado para falar.
Emily Baldoni expressou gratidão, mas ressaltou que o sentimento não apaga a injustiça e a dor vivenciadas pela família nos últimos anos. Ela relatou que o processo gerou traumas familiares e questionou como a situação pôde acontecer, criticando o fato de o episódio ter sido "disfarçado como uma luta pelas mulheres".
De acordo com o ator, a decisão de deixar o caso seguir pelo sistema judiciário ocorreu para evitar o aumento do alvoroço gerado pelas declarações dolorosas dos últimos anos. Emily acrescentou que "a verdade e os fatos falaram por si mesmos".
Baldoni declarou que a recuperação de uma experiência traumática não é linear, agradeceu o apoio e a confiança dos seguidores e informou que o casal tem mais a dizer no futuro. "Esse momento vai chegar. Mas, por enquanto, vamos nos concentrar em continuar a recuperação, passar tempo com nossos filhos e aproveitar a vida", concluiu.
Entenda o caso
O conflito começou em dezembro de 2024, quando Blake Lively denunciou ao jornal The New York Times ter sofrido assédio sexual nos bastidores da produção. A atriz acusou Baldoni, produtores e publicitários de iniciarem uma campanha de difamação online como punição por suas reclamações.
Baldoni negou as acusações e respondeu com um processo de 400 milhões de dólares contra Lively e seu marido, Ryan Reynolds, por difamação, mas a ação foi rejeitada. O diretor também acusou a atriz de usar sua influência na indústria cinematográfica para assumir o controle criativo do longa e prejudicar sua reputação.
A disputa, que envolveu outras personalidades como Taylor Swift e a atriz Isabela Ferrer, teria o julgamento iniciado até junho em Nova York. Em maio, no entanto, os advogados das partes anunciaram o acordo judicial que evitou o tribunal. Os termos financeiros e as condições do acerto não foram revelados, mas as defesas afirmaram em nota que o encerramento visa permitir que os envolvidos sigam em frente em ambientes de trabalho seguros.
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