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Maria Cândida relembra burnout em 2009: "Saí do camarim carregada"

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, a veterana do jornalismo falou sobre saúde mental e carreira

Da redação
DA REDAÇÃO

04/07/2026 • 11:25 • Atualizado em 04/07/2026 • 11:25

A jornalista Maria Cândida revelou detalhes sobre os bastidores da carreira e os momentos de crise pessoal que enfrentou após anos de sucesso na televisão. Em entrevista ao programa "Do Bom e do Melhor", da Rádio Bandeirantes, conduzido por Danilo Gobatto, a profissional relembrou episódios severos de depressão e burnout.

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Maria Cândida descreveu o primeiro quadro de esgotamento extremo que sofreu, em 2009, época em que o tema não era debatido abertamente na sociedade. Ela relatou que precisou ser amparada para deixar as instalações da Record e ir ao médico.

"O meu primeiro burnout, no fundo, acho que eu só tive esse burnout mesmo, que eu fiquei praticamente incapacitada, em 2009 e ninguém falava sobre isso, absolutamente ninguém. Eu saí do meu camarim na Record carregada e fui direto para o psiquiatra", declarou.

Na ocasião, a colega de trabalho Chris Flores assumiu o comando do programa vespertino ao vivo. A partir desse episódio, a jornalista enfrentou recaídas e diversos episódios depressivos, mantendo o uso de medicamentos até hoje.

Queda financeira após o sucesso

A trajetória de duas décadas de destaque na mídia foi interrompida por uma severa crise pessoal e financeira. Maria Cândida revelou que perdeu todos os recursos acumulados e precisou do suporte familiar para itens básicos do cotidiano.

"Queda financeira, fiquei sem nada, vendi tudo. Minha mãe fazia supermercado pra mim, fiquei sem dinheiro nenhum depois de 20 anos de sucesso absoluto na carreira", relatou a entrevistada, que ressaltou a importância de quebrar o silêncio sobre o assunto: “É a vida das pessoas.”

Histórico familiar e depressão pós-parto

A jornalista apontou que a depressão compromete o dia a dia e tem recortes sérios na saúde, inclusive com predisposição familiar, citando o caso de sua avó. Ela também relembrou o sofrimento com a depressão pós-parto, descrevendo a sensação como um isolamento da realidade. “É uma coisa muito, muito comprometedora do seu dia a dia”, avaliou.

Para Maria Cândida, expor os problemas abertamente em livros, palestras e canais digitais funciona como um suporte para o público que enfrenta situações semelhantes.

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