A TV Globo aposta em Ana Maria Braga como a figura central da sua cobertura para a Copa do Mundo de 2026, ocupando o vácuo deixado por nomes históricos como Galvão Bueno e Tiago Leifert. A estratégia da emissora é transformar o Mundial em um evento de entretenimento que ultrapasse as fronteiras do esporte, utilizando o prestígio da apresentadora para conectar o futebol ao público geral.
Com Luiz Roberto afastado por questões de saúde, Ana Maria Braga viaja para os Estados Unidos, de onde apresentará o programa "Mais Você" diretamente de Nova York na semana de estreia do torneio.
A decisão de colocar Ana Maria Braga no centro da transmissão reflete uma mudança profunda na forma como a TV brasileira aborda grandes eventos esportivos. Sem vozes tradicionais como a de Kleber Machado, a Globo busca no entretenimento a força para manter a audiência e atrair anunciantes. Janaina Nunes observa que a apresentadora é o nome mais forte do time enviado para a Copa, capaz de atrair até mesmo quem não é aficionado por futebol.
A proposta de cobertura inclui gastronomia e reportagens especiais que humanizam o evento. Segundo Janaina Nunes, a interação de Ana Maria Braga com o público e possivelmente com jogadores — a exemplo do que Fátima Bernardes fez em edições anteriores — promete dar um novo tom ao Mundial.
Ana Maria Braga nos Estados Unidos
A importância de Ana Maria Braga no projeto é tamanha que existe a possibilidade de sua permanência nos Estados Unidos ser estendida por quase todo o período da competição. Aos 77 anos, a apresentadora é vista como um "coringa" comercial e de audiência, capaz de dialogar com diversas gerações.
Para Thiago Pasqualotto, não há comparação possível entre a trajetória de Ana Maria Braga e outros nomes do entretenimento digital, como Virgínia Fonseca, que também terá participações na cobertura. Pasqualotto reforça que a apresentadora é a maior estrela da emissora e sua presença em Nova York confere requinte, credibilidade e leveza à transmissão.
Um dos diferenciais apontados pelos participantes do debate é a capacidade de Ana Maria Braga representar o torcedor comum. Thiago Pasqualotto ressalta que a apresentadora, por não ser uma especialista técnica em futebol, faz as perguntas que o povo quer fazer, mantendo a simplicidade e a identidade com o espectador.
A Copa de 2026 será realizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá —, exigindo uma logística complexa e uma equipe diversificada.
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