Dois jovens envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, se apresentaram à polícia nesta terça-feira (03). Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertô se entregaram após investigações apontarem que o crime, ocorrido em 31 de janeiro, foi planejado como uma emboscada em um apartamento de luxo.
O crime gerou forte indignação no programa Melhor da Tarde. Chris Flores expressou revolta com a brutalidade do ato e as consequências permanentes para a vida da vítima. "Imagine a dor dessa moça. Vocês entendem que acabou para ela? Como vai ser a vida dessa moça daqui para frente?", questionou a apresentadora.
A apresentadora chamou a atenção para o fato de os rapazes já terem sido acusados anteriormente de cometerem abuso sexual. “Esse tipo de gente dá sinais antes, só que todo mundo passa a mão na cabeça, passa pano, porque ‘é uma brincadeira de moleque’, mas não é brincadeira, é crime”, analisa Chris Flores.
Detalhes do crime e omissão de socorro
A investigação da Polícia Civil revelou que a adolescente foi atraída para o imóvel por um colega de escola com quem já havia se relacionado. No local, ela foi levada para um quarto, agredida e obrigada a manter relações sexuais com outros quatro rapazes. O apartamento pertence a José Carlos Costa Simonin, subsecretário de Governança do Estado do Rio de Janeiro.
O filho do proprietário, Vitor Hugo Simonin, é um dos investigados e permanece foragido. Segundo a repórter Laila Hallack, a vítima saiu do local aterrorizada e sangrando, buscando ajuda imediata com sua família. Exames de corpo de delito confirmaram lesões graves compatíveis com agressão e violência sexual.
Chris Flores destacou a frieza dos criminosos, que teriam celebrado o ato após a saída da jovem do apartamento. "Eles foram lá sabendo exatamente o que iam fazer. O menino que assedia uma menina na escola já começa a ser um criminoso, e a gente tem que olhar para isso", alertou a apresentadora.
Demora judicial e sensação de impunidade
Leo Dias ressaltou a lentidão no processo de expedição dos mandados de prisão, que demoraram quase um mês para serem emitidos. O jornalista citou que esse intervalo de tempo pode ter favorecido a destruição de provas e a fuga de envolvidos. "Esse caso já faz um mês. Foi tempo suficiente para esconder celular e eliminar provas", criticou.
Janaina Nunes também comentou sobre o perfil socioeconômico dos acusados, ressaltando que muitos estudavam em colégios tradicionais do Rio, como o Pedro II. "São bairros nobres. Educação eles tinham", pontuou a jornalista, reforçando o contraste entre a condição social e a gravidade do ato bárbaro.
Em nota oficial, o Governo do Rio de Janeiro repudiou a violência e informou que a Secretaria da Mulher prestará apoio psicológico à vítima. O Colégio Pedro II, o Serrano Futebol Clube e a Unirio já anunciaram o desligamento ou suspensão dos envolvidos vinculados às suas instituições.
Até o momento, a polícia continua as buscas por Bruno Felipe dos Santos Alegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin. A defesa de um dos acusados nega a ocorrência de emboscada e afirma que o cliente ainda não teve oportunidade de ser ouvido formalmente pelas autoridades.
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