Melhor da Tarde

Escola servia como depósito de armas e drogas para facção; saiba detalhes

PM usou blindados em operação que terminou com 18 presos e armas de guerra do Comando Vermelho; 18 instituições foram fechadas

Da redação
DA REDAÇÃO

20/11/2025 • 15:07 • Atualizado em 20/11/2025 • 15:07

Escola servia de esconderijo de armas e drogas do Comando Vermelho

Escola servia de esconderijo de armas e drogas do Comando Vermelho

PCERJ/Reprodução

A Polícia Militar do Rio de Janeiro descobriu que uma escola local servia como depósito de drogas e ponto de produção para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). A descoberta, feita durante uma operação que usou blindados e cercou a favela, resultou em 18 prisões, dois criminosos mortos e na apreensão de armas de guerra. As aulas na unidade e em outras 17 instituições (escolas e unidades de saúde) foram suspensas devido aos tiroteios na região.

Compartilhar

O confronto e as apreensões

A operação começou com o fechamento dos acessos da favela pela polícia. Um grupo de traficantes tentou fugir, resultando em perseguição e troca de tiros com os PMs.

Quatro criminosos foram baleados, e dois deles morreram no confronto. Ao todo, 18 pessoas foram presas durante a ação.

Os agentes encontraram grande quantidade de drogas no local, incluindo cocaína, maconha e crack, além de armas de guerra dentro do carro dos bandidos. Foram apreendidos dois fuzis, uma pistola e granadas.

Uso estratégico e reféns do Estado

Segundo a investigação, a escola foi escolhida pelo Comando Vermelho para tentar driblar as operações policiais, por ser um local de grande circulação de crianças e famílias. Além do depósito, o local também se tornou um ponto de produção de maconha e cocaína.

A suspensão de 16 escolas e duas unidades de saúde na região levou comentaristas a classificarem a situação como uma "ausência do Estado", que transforma instituições de educação e moradores em reféns da facção criminosa.

Ainda durante a operação, a polícia resgatou um mototaxista. O profissional era mantido em cativeiro desde o domingo, após ser confundido com um miliciano. Ele foi agredido e ameaçado pelos sequestradores.

Tópicos relacionados