
Escola servia de esconderijo de armas e drogas do Comando Vermelho
PCERJ/Reprodução
A Polícia Militar do Rio de Janeiro descobriu que uma escola local servia como depósito de drogas e ponto de produção para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). A descoberta, feita durante uma operação que usou blindados e cercou a favela, resultou em 18 prisões, dois criminosos mortos e na apreensão de armas de guerra. As aulas na unidade e em outras 17 instituições (escolas e unidades de saúde) foram suspensas devido aos tiroteios na região.
O confronto e as apreensões
A operação começou com o fechamento dos acessos da favela pela polícia. Um grupo de traficantes tentou fugir, resultando em perseguição e troca de tiros com os PMs.
Quatro criminosos foram baleados, e dois deles morreram no confronto. Ao todo, 18 pessoas foram presas durante a ação.
Os agentes encontraram grande quantidade de drogas no local, incluindo cocaína, maconha e crack, além de armas de guerra dentro do carro dos bandidos. Foram apreendidos dois fuzis, uma pistola e granadas.
Uso estratégico e reféns do Estado
Segundo a investigação, a escola foi escolhida pelo Comando Vermelho para tentar driblar as operações policiais, por ser um local de grande circulação de crianças e famílias. Além do depósito, o local também se tornou um ponto de produção de maconha e cocaína.
A suspensão de 16 escolas e duas unidades de saúde na região levou comentaristas a classificarem a situação como uma "ausência do Estado", que transforma instituições de educação e moradores em reféns da facção criminosa.
Ainda durante a operação, a polícia resgatou um mototaxista. O profissional era mantido em cativeiro desde o domingo, após ser confundido com um miliciano. Ele foi agredido e ameaçado pelos sequestradores.
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