A vida de Virginia Fonseca é acompanhada diariamente por milhões de seguidores, transformando a rotina de sua família em um verdadeiro reality show digital. No entanto, a superexposição das filhas do casal levantou um debate importante no Melhor da Tarde desta segunda-feira (05).
Durante o programa, o psicólogo Thomas Schultz-Wenk, conhecido nas redes sociais como Thomy Talks, analisou os possíveis efeitos colaterais de crescer sob os holofotes e alertou para as consequências que essa visibilidade pode trazer para o desenvolvimento psicológico das crianças.
“É uma exposição em exagero”, opina especialista sobre filhas de Virgínia
Segundo o especialista, embora a exposição gere engajamento e lucro para a influenciadora, o custo para a privacidade das crianças é elevado. Thomas destaca que, diferentemente dos adultos, as crianças não possuem discernimento para escolher se querem ou não ter sua imagem veiculada para milhões de pessoas.
“Para as filhas, eu acho que é uma exposição em exagero. Para ela [Virginia], provavelmente fica muito bom, quanto mais audiência, mais ela ganha. Mas tem um custo muito elevado”, avalia Schultz-Wenk.
O psicólogo ressalta que o impacto será sentido principalmente no futuro, quando essas crianças precisarem lidar com o fato de que 50 ou 60 milhões de pessoas sabem quem elas são, retirando qualquer possibilidade de anonimato ou privacidade em ambientes públicos.
Distorção de imagem aos 3 anos? Psicólogo alerta sobre perigos da exposição exagerada
Um dos pontos mais alarmantes levantados durante a conversa foi a questão da autoimagem. Foi citado um episódio em que uma criança de apenas três anos já demonstrava preocupação com a própria barriga, comparando-se com a forma física da mãe.
Para Thomy Talks, isso acende um sinal de alerta sobre os valores que estão sendo absorvidos na primeira infância. “É uma distorção de imagem. Com três anos de idade, você não deveria estar preocupada com isso. É questão de valores e princípios”, pontua.
O ambiente de perfeição estética constante das redes sociais pode acelerar processos de insegurança e insatisfação corporal em idades cada vez mais precoces.
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