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Justiça de SP suspende por 60 dias processo de Fióti contra Emicida; entenda

O rapper chegou a acusar o irmão de retirar R$ 6 milhões da conta da LAB Fantasma, empresa que administravam em conjunto

Gabrielle Pedro, com informações do Estadão Conteúdo
GABRIELLE PEDRO, COM INFORMAÇÕES DO ESTADÃO CONTEÚDO

09/04/2025 • 16:46 • Atualizado em 09/04/2025 • 16:46

Fióti e Emicida trabalharam juntos por 16 anos

Fióti e Emicida trabalharam juntos por 16 anos

Reprodução/Instagram/fiotioficial

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) atendeu o pedido feito por Evandro Roque de Oliveira, o Fióti, e suspendeu por 60 dias o processo movido pelo mesmo contra o irmão e sócio, Leandro Roque de Oliveira, o Emicida. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (9) pelo juiz Guilherme de Paula Nascente Nunes.

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A ação foi aberta em 14 de março deste ano após o rapper acusar o irmão de desviar R$ 6 milhões da empresa Laboratório Fantasma, empresa que comandavam em conjunto.

Além da suspensão, o magistrado colocou o caso em Segredo de Justiça "tendo em vista que, mesmo se cuidando de litígio societário, atinge a esfera íntima dos sócios, pessoas públicas, atraindo, consequentemente, a atenção da mídia".

Agora, os dois tentarão resolver o caso em um acordo amigável.

Entenda o que aconteceu

O empresário e produtor musical Evandro Fióti, de 36 anos, anunciou no dia 28 de março o fim de sua parceria profissional com o irmão, o rapper Emicida, após 16 anos de trabalho conjunto na gestão artística. A separação foi comunicada por meio de notas oficiais publicadas no Instagram de ambos, sem que os motivos fossem revelados abertamente.

Entretanto, a separação dos irmãos foi levada à Justiça e envolve disputas societárias da Laboratório Fantasma, criada em 2009, e alegações de descumprimento contratual.

Segundo o Estadão, o rapper Emicida acusa o irmão, Evandro Fióti, de desviar R$ 6 milhões da conta bancária da Lab Fantasma, empresa que fundaram juntos em 2009, no Jardim Cachoeira, Zona Norte de São Paulo. A acusação foi feita em resposta ao processo judicial movido por Fióti, no qual tenta impedir que o irmão tome decisões sozinho sobre a empresa.

Segundo o processo, até 2024, cada um dos sócios tinha 50% da empresa, mas uma mudança alterou a porcentagem de 90% para Emicida e 10% para Fióti, por motivos de "questões estratégicas e necessidades.

Na ação, Fióti alega ter tido seus acessos administrativos bloqueados no início de 2025, além de ter perdido os poderes igualitários de gestão após a revogação de uma procuração. Também afirma que houve um acordo para sua saída do quadro societário, cujos termos não teriam sido cumpridos.

O fim da parceria dos irmãos teria acontecido, na verdade, em novembro de 2024, quando Emicida pediu que Fióti fosse desligado do quadro societário da empresa dos dois.

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