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"Minha vida foi desgraçada", desabafa vítima de irmão de Virgínia Fonseca

William Gusmão foi condenado por importunação sexual em Goiás; em áudio exclusivo, mulher relata três anos de perseguição antes da decisão judicial

3 min

09/07/2026 16:01 • Atualizado há 107 dias

"Minha vida foi desgraçada", desabafa vítima de irmão de Virgínia Fonseca

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás condenou William Gusmão, irmão da influenciadora Virgínia Fonseca, pelo crime de importunação sexual. O caso, ocorrido em uma festa no município de Jussara em abril de 2023, foi detalhado no programa após a obtenção de áudios exclusivos da vítima pela equipe do Portal Leo Dias, compartilhados no Melhor da Tarde.

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A denúncia aponta que a vítima se aproximou do homem para registrar uma fotografia após reconhecê-lo como irmão da famosa. De acordo com o relato judicial, William Gusmão aproveitou o momento da imagem para colocar as mãos por dentro da calça da mulher e tocar suas partes íntimas. O réu havia sido absolvido em primeira instância, mas os desembargadores reformaram a decisão por entenderem que há provas suficientes do crime.

A defesa jurídica de William Gusmão informou que respeita a decisão da Justiça, mas confirmou que vai recorrer da condenação. A assessoria de imprensa de Virgínia Fonseca declarou que a influenciadora não irá se pronunciar, uma vez que o caso corre em âmbito estritamente pessoal e diz respeito apenas ao seu irmão.

A repórter Alexia Acantarino revelou um áudio exclusivo enviado pela vítima, que relata o impacto profundo do episódio em sua rotina nos últimos três anos. A mulher relatou ter sofrido uma forte campanha de descredibilização pública em Goiânia, além de enfrentar perseguições que a forçaram a deixar o emprego.

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"Ele me massacrou, colocou minha imagem dizendo que eu sou biscoiteira, que só queria seguidores. Minha vida foi totalmente desgraçada por conta desse homem. Eu saí do serviço porque a antiga advogada dele me perseguia. Eu gastei dinheiro com psicólogo e psiquiatra, ele fez um inferno na minha vida. Hoje estou em paz porque a justiça foi feita", desabafou a vítima no material enviado a Alexia Acantarino.

Pressão pelo silêncio

O relato da vítima traz à tona falhas no acolhimento institucional e tentativas externas de abafar a denúncia. A mulher revelou a Alexia Acantarino que o tratamento inicial na delegacia tentou descredibilizar seu depoimento e que chegou a receber mensagens de pessoas ligadas a um vereador local para que abandonasse o processo.

A bancada discutiu o impacto dessas redes de influência no silenciamento de crimes de gênero. O debate destacou como o prestígio financeiro e o parentesco com figuras públicas de grande alcance na mídia são utilizados para intimidar as vítimas.

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Janaina Nunes enfatizou que a opressão se torna ainda mais grave quando a violência física vem acompanhada de privilégios sociais e assimetria de poder. Janaina Nunes apontou que o medo da retaliação de superiores ou de pessoas influentes é o principal fator para os altos índices de subnotificação de abusos no Brasil.

As consequências psicológicas e sociais da superexposição foram analisadas de forma contundente pelos apresentadores. Chris Flores expressou profunda solidariedade ao sofrimento da mulher e ressaltou que a estrutura social costuma inverter a culpa do crime, penalizando quem denuncia.

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