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Quais bairros têm maior roubo de celulares em São Paulo? Veja mapa do crime

Bairros na Zona Sul de São Paulo registram alta de até 37% nos crimes, enquanto índices caem na região central e na Avenida Paulista em 2025

Da redação, com Melhor da Tarde
DA REDAÇÃO, COM MELHOR DA TARDE

28/04/2026 • 15:15 • Atualizado em 28/04/2026 • 15:15

Segundo levantamento do jornal O Globo, o cenário da segurança pública em São Paulo apresenta uma mudança drástica no mapa da criminalidade em 2025. Enquanto regiões centrais, como a Avenida Paulista, registraram queda nos índices, os bairros de Capão Redondo, Jardim Herculano e Parque Santo Antônio, na Zona Sul, consolidaram-se como o novo epicentro de roubos de celular na capital paulista.

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Concentração de crimes na Zona Sul

Um levantamento detalhado aponta que o Capão Redondo, Jardim Herculano e Parque Santo Antônio — distritos localizados em um raio de apenas dois quilômetros — somaram 4.852 roubos no último ano. Esse montante representa um crescimento de 14% nessas localidades, contrastando com a queda geral de 15,5% registrada no restante da cidade de São Paulo.

O Jardim Herculano foi o distrito com a maior alta percentual de toda a capital. O bairro viu os registros saltarem de 782 para 1.072 ocorrências, um aumento de 37%. No Parque Santo Antônio, a elevação foi de quase 24%, saindo de 1.172 para 1.450 casos. Já o Capão Redondo mantém a liderança absoluta no ranking da cidade, com 2.330 roubos de aparelhos registrados.

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A Estrada do M’Boi Mirim também passou a figurar entre os pontos mais críticos da metrópole. A via ocupa agora a quarta posição entre os endereços com maior número de abordagens criminosas, totalizando 201 ocorrências ao longo do período analisado.

Mudança de perfil e destino dos aparelhos

Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública avaliam que essa migração do crime para a periferia reflete uma mudança geracional nas organizações criminosas. Antigamente, existia um código de conduta que restringia assaltos dentro das comunidades, norma que parece ter enfraquecido entre os novos grupos de infratores.

Além da mudança geográfica, o destino dos celulares roubados também se diversificou. O modelo iPhone continua sendo o preferido pelos criminosos, mas o objetivo final vai além do desmonte de peças. Atualmente, os aparelhos são ferramentas centrais para a aplicação de golpes financeiros via aplicativos bancários.

Outra rota identificada por investigações policiais é o mercado internacional. Celulares subtraídos em São Paulo foram interceptados no Aeroporto de Guarulhos em malas com destino a países como Senegal, Catar e República Dominicana. Em uma única operação realizada no terminal, as autoridades apreenderam quase 400 aparelhos que seriam enviados ao exterior.

Resposta das autoridades e rotina de medo

Em resposta aos dados, a Secretaria de Segurança Pública informou que o patrulhamento é reforçado sempre que o monitoramento identifica manchas criminais em ascensão. A Prefeitura de São Paulo também afirma que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) intensificou a presença nas zonas Sul e Leste para coibir a ação dos assaltantes.

No entanto, para os moradores dessas regiões, a sensação de insegurança alterou hábitos cotidianos. O uso de "celulares reserva", a mudança constante de rotas e o ato de esconder o aparelho se tornaram estratégias de sobrevivência.