O MC Oruam foi solto ontem (29) da penitenciária Serrano Neves, em Bangu, no Rio de Janeiro, após 69 dias de prisão preventiva.
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão, substituindo-a por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de frequentar o Complexo do Alemão.
Uma verdadeira multidão, incluindo parentes, fãs e celebridades do funk e trap, aguardava a saída do rapper. Entre os presentes estavam os MCs Cabelinho, Pose do Rodo e Borges.
Apoio de celebridades
Oruam foi recebido com festa e escoltado por um comboio de fãs até a casa de seu amigo, MC Pose do Rodo, no Recreio dos Bandeirantes.
MC Pose do Rodo e sua esposa, Vivi Noronha, marcaram presença na saída, retribuindo o apoio que Oruam deu a Pose em junho, quando ele próprio foi libertado da prisão. A amizade entre os dois é notável, superando até mesmo um episódio de supostas indiretas trocadas no início do ano.
MC Cabelinho, que já atuou em novelas da Globo, também compareceu. Borges, outro amigo, havia pedido a soltura de Oruam em sua apresentação no palco Factory do The Town.
Medidas cautelares e histórico polêmico
Ao sair, Oruam usou uma máscara do Homem-Aranha e mostrou-se mais contido, evitando o "discurso raivoso" e agressivo de outras ocasiões, segundo os comentaristas.
Em suas redes sociais, ele celebrou a liberdade com uma foto da noiva, Fernanda Valença, e um agradecimento a Deus.
A prisão preventiva do rapper estava relacionada à acusação de tentativa de homicídio contra um delegado e um oficial da Polícia Civil.
O caso está ligado ao fato de Oruam ter ajudado o menor Pio (apontado como um dos maiores ladrões de carro e soldado do tráfico) em uma fuga, onde ele arremessou pedras contra o carro da polícia, atingindo os oficiais.
As medidas cautelares impostas a Oruam incluem:
- Uso de tornozeleira eletrônica.
- Proibição de frequentar o Complexo do Alemão (área dominada pela facção criminosa à qual ele é associado).
- Proibição de se aproximar do menor Pio.
- Não se ausentar do Rio de Janeiro por mais de sete dias sem aviso prévio à Justiça.
O caso gerou uma onda de críticas online contra a decisão da Justiça, mas também abriu um debate sobre a representatividade e a idolatria que o rapper exerce sobre grande parte da juventude periférica no Brasil.
Não perca nenhuma novidade!
Leia uma seleção especial de conteúdos no seu email e de graça
Escolha quais newsletters quer receber

