Melhor da Tarde

Vídeos revelam briga de jovens com segurança antes da morte do cão Orelha

Imagens exclusivas mostram vândalos na Praia Brava e laudo médico contesta versão de atropelamento

Redação
REDAÇÃO

06/02/2026 • 16:14 • Atualizado em 06/02/2026 • 16:14

Novas evidências trazidas a público pelo Portal Léo Dias, em colaboração com a jornalista Patrícia Calderon no programa Melhor da Tarde, apontam mais indícios da atuação de adolescentes na morte do cão Orelha. Gravações feitas na região da Praia Brava, em Santa Catarina, registram os jovens cometendo atos de vandalismo, como o arremesso de lixeiras e provocações a funcionários de condomínios locais, momentos antes da agressão fatal ao animal.

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O relatório da investigação policial traçou o trajeto final de Orelha, que percorreu cerca de 600 metros de sua casinha até o deck onde as agressões teriam ocorrido. O documento revela que, após o ataque, o cão ainda tentou retornar para casa, caminhando lentamente e passando cerca de uma hora nas proximidades de um condomínio. Mensagens trocadas entre moradoras reforçam a gravidade do ocorrido, mencionando que os jovens chegaram a ameaçar o porteiro de um prédio vizinho, que se sentiu impossibilitado de intervir.

Laudo médico contesta tese da defesa

A defesa do adolescente indiciado como o principal responsável pela agressão apresentou uma versão de que Orelha teria sido vítima de um atropelamento. No entanto, o laudo veterinário detalhado no programa desmente essa hipótese. O exame clínico realizado no animal apontou lesões severas concentradas na região da cabeça, especialmente no lado esquerdo do rosto, com inchaço intenso e hemorragias nasal e oral, além de danos neurológicos graves.

Diferente do que se espera em casos de acidentes com veículos, o corpo do animal não apresentava traumas espalhados ou fraturas típicas de impacto automobilístico. O documento foca exclusivamente em ferimentos compatíveis com espancamento. Embora a polícia tenha indiciado apenas um jovem — já que outros conseguiram comprovar que não estavam no ponto exato da agressão —, a pressão popular e as novas imagens mantêm o caso sob forte vigilância pública.

A investigação foi concluída nesta semana, mas o contraste entre a versão dos advogados e o laudo médico segue como o ponto central do embate jurídico. O caso do cão Orelha tornou-se um símbolo da luta contra os maus-tratos a animais na região, mobilizando a comunidade em busca de uma punição rigorosa.

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