Miss Jamaica processa Miss Universo após acidente grave no palco
Gabrielle Henry acusa organização de negligência e afirma que acidente comprometeu sua saúde e carreira profissional

Gabrielle Henry, representante da Jamaica no Miss Universo 2025, entrou na Justiça contra a Miss Universe Organization quase um ano após sofrer uma grave queda durante o concurso. A modelo e médica acusa a entidade e outras duas empresas ligadas à organização de negligência e falhas de segurança no palco.
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O processo foi protocolado na segunda-feira (21), no Tribunal Superior de Delaware, nos Estados Unidos. Além da Miss Universe Organization, a ação cita JKN Legacy Inc. e Legacy Holding Group USA. Entre as alegações apresentadas estão negligência, responsabilidade pelas condições do local e falhas de contratação, retenção e supervisão.
Relembre a queda de Miss Jamaica
O acidente aconteceu em 19 de novembro de 2025, durante a fase preliminar do Miss Universo, realizado em Bangkok, na Tailândia.
Segundo a versão apresentada por Gabrielle à Justiça, ela seguia a coreografia ensaiada quando caiu cerca de 1,5 metro por uma abertura no palco que estaria sem cobertura e sem sinalização. A ação também afirma que havia equipamentos de iluminação e uma base de concreto no espaço.
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A própria Miss Universe Organization confirmou posteriormente que Gabrielle sofreu uma queda por uma abertura no palco. De acordo com comunicado oficial divulgado em dezembro de 2025, ela teve hemorragia intracraniana, perdeu a consciência, sofreu uma fratura, ferimentos no rosto e outras lesões importantes. Na ocasião, a candidata permaneceu internada em estado crítico, sob monitoramento neurológico.
Em entrevista exibida nesta quinta-feira (24) pela ABC News, Gabrielle voltou a falar sobre o acidente e relatou os impactos físicos e emocionais da queda. A médica afirmou que sofreu uma hemorragia cerebral, além de lesões no rosto e nas costas, e descreveu o episódio como uma experiência que mudou sua vida.
Miss Jamaica diz que carreira foi afetada
Além dos danos físicos, Gabrielle afirma no processo que o acidente prejudicou sua trajetória profissional. Médica da área de oftalmologia, ela alega que não conseguiu retomar sua residência médica depois da queda.
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A ação busca indenização por despesas médicas, perda de capacidade de trabalho e oportunidades profissionais que teriam sido comprometidas pelo acidente.
O que diz o Miss Universo
A Miss Universe Organization contestou parte das acusações. Em posicionamento divulgado à imprensa, a entidade afirmou que ainda não havia sido formalmente notificada sobre a ação e, por isso, não poderia comentar especificamente as alegações feitas no processo.
A organização também declarou que as empresas responsáveis pela produção local do Miss Universo na Tailândia cuidavam da montagem do palco, do local e dos protocolos de segurança.
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A entidade afirmou ainda que custeou as despesas hospitalares de Gabrielle após o acidente e posteriormente pagou pelo tratamento da médica em uma unidade especializada na Jamaica.
