Lance Bass diz que ganhava US$ 35 por dia no NSYNC: "Nem um pouco rico"
Cantor revelou que grupo recebia valor irrisório mesmo com álbuns no topo das paradas e shows lotados pelo mundo

Lance Bass diz que ganhava US$ 35 por dia no NSYNC
Reprodução/Instagram/lancebass
O cantor Lance Bass, famoso por integrar o NSYNC, fez revelações chocantes sobre os bastidores financeiros do grupo no auge do sucesso mundial. Durante entrevista ao programa The Zach Sang Show, exibida na última quinta-feira (8), o músico revelou que os integrantes recebiam uma ajuda de custo de apenas US$ 35 por dia (cerca de R$ 195 na cotação atual) para custear despesas rotineiras.
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Mesmo arrastando multidões e emplacando álbuns no topo das paradas ao lado de Justin Timberlake, JC Chasez, Joey Fatone e Chris Kirkpatrick, a realidade financeira dos artistas estava distante da ostentação imaginada pelo público.
"É estranho as pessoas acharem que fiquei podre de rico com o NSYNC. Não, nem um pouco. Nosso primeiro cheque foi de US$ 10 mil, depois de anos de álbuns em primeiro lugar e turnês com ingressos esgotados", desabafou Lance.
Período sem ganhos e revolta com empresários
O músico comparou os anos iniciais do grupo a um trabalho voluntário e criticou a falta de blindagem aos jovens artistas por parte dos executivos e adultos que gerenciavam a carreira da boy band.
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"Você ainda precisa ganhar a vida e se preparar para o futuro", pontuou o artista, ao relembrar a frustração de não ver o retorno financeiro do trabalho exaustivo nas estradas e estúdios.
Golpe milionário e condenação de Lou Pearlman
A defasagem nos ganhos do NSYNC foi fruto de um esquema de exploração arquitetado pelo ex-empresário da banda, Lou Pearlman. Em 1999, o grupo moveu um processo judicial contra o empresário acusando-o de reter mais da metade de todo o faturamento da banda. A disputa acabou encerrada em um acordo extrajudicial.
Anos mais tarde, em 2008, Pearlman foi condenado a 25 anos de prisão pelos crimes de conspiração, lavagem de dinheiro e por operacionalizar um esquema de pirâmide financeira contra investidores. O ex-empresário morreu na cadeia em 2016, aos 62 anos.
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A rotina de abusos e fraudes no mercado pop também é retratada na série documental "Boy Bands: O Lado Sombrio da Fama", na qual Lance Bass e Joey Fatone prestam depoimentos sobre os bastidores da indústria fonográfica nos anos 1990 e 2000.
