
Valeria era namorada de Dinho na época do acidente
Reprodução/Instagram/@valeriazoppello
Valeria Zoppello, namorada de Dinho na época do acidente aéreo dos Mamonas Assassinas, publicou um texto emocionado nas redes sociais nesta segunda-feira (2). A data marca os 30 anos do acidente aéreo que matou todos os integrantes da banda.
No texto, ela agradeceu o carinho dos fãs, que segue intenso mesmo após três décadas do acidente. "O que escrevo vem diretamente do meu coração e é especialmente para os fãs que me banham com tanto carinho. Fico plena de gratidão por cada palavra que recebo, cada 'eu te amo', cada mensagem de afeto", disse no texto.
Segundo Valeria, ela recebe mensagens que chegam de pessoas que viveram com ela parte da história de amor com Dinho. "Amor passado de geração para geração. Tem algo mais mágico e verdadeiro do que isso? Quão longe nossos meninos chegaram, não é mesmo? Que orgulho dessa nossa molecada! Não conseguiria colocar em palavras tudo que os Mamonas significam para mim", escreveu.
"Sou incapaz de definir o amor que vivi, mas o que mais se aproxima é que hoje sei que o amor é realmente eterno. O que nos une de forma pura e verdadeira jamais se apaga. Jamais. Ter sido namorada do maravilhoso Dinho não me define, mas faz parte de quem eu sou", disse.
Na publicação, ela diz ter certeza que foi amada e amou com toda a intensidade possível no relacionamento com Dinho. "Carrego parte da história da banda mais incrível que o Brasil já teve: Mamonas Assassinas! Ganhei uma família maravilhosa que respeito muito, admiro e amo!", escreveu.
Ela também dedicou o texto aos fãs. "Fãs queridos, vocês são maravilhosos! Recebo e sinto o amor de todos há 30 anos! Sempre me enviando palavras de incentivo, de alegria, de amor. Como tenho sorte, né? De ter vocês assim, sempre pertinho de mim… Leio histórias infinitas do que os Mamonas representam para cada um", contou.
"Sinto as mãos trêmulas quando me abraçam. Vejo os olhinhos brilhando de emoção quando falam comigo. Eu sinto e enxergo vocês! Vocês me fortalecem mesmo sem saber. Muito obrigada por tanto! Às vezes me pergunto o porquê de ter-me sido dado o privilégio de viver tudo tão de perto com eles", disse.
"De ter podido conviver com cada um, de forma tão amistosa, genuína e carinhosa… Dinho, Júlio, Samuel, Sérgio e Bento, muito obrigada por terem me permitido estar com vocês! Eu vou amá-los por toda eternidade!", concluiu.
Relembre como foi acidente dos Mamonas Assassinas
O Learjet 25D que levava a banda para a intensa rotina de shows pelo Brasil decolou de Brasília para Guarulhos, com atraso. O voo transcorreu bem, mas, na hora do pouso, a aeronave precisou arremeter por conta do mau tempo e pela dificuldade de estabilizar o avião.
A arremetida foi executada e, segundo instruções da torre de controle, a aeronave precisava retomar a rota e fazer o pouso. Mas, às 23h16, o voo se chocou contra a Serra da Cantareira a 3.300 pés. A aeronave acabou destruída e todos os ocupantes, incluindo os membros da banda, morreram no acidente.
Segundo o Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Força Aérea Brasileira, dois fatores foram contribuintes para a fatalidade. Os técnicos apontaram que piloto e co-piloto estavam submetidos a uma jornada de trabalho exaustiva, com mais de 16 horas de trabalho até o acidente, o que afetaria o desempenho no voo.
O Cenipa também apontou que a relação de piloto e co-piloto, que já era tensa, se agravou com o estresse físico e mental por conta da jornada exaustiva. Além disso, o órgão indicou que houve deficiências na comunicação e no planejamento.
O órgão da FAB apontou também que a região sobrevoada do acidente apresentava circunstâncias ambientais limitadoras de visibilidade, quase sem iluminação e coberta de nuvens, o que seria determinante para o acidente.
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