"Não perdeu a força", diz Tony Bellotto sobre disco 'Cabeça Dinossauro'
Os Titãs chegam a São José dos Campos neste sábado (7) com a turnê que celebra os 40 anos do álbum "Cabeça Dinossauro", lançado em 1986. O show será realizado

Divulgação
Os Titãs chegam a São José dos Campos neste sábado (7) com a turnê que celebra os 40 anos do álbum "Cabeça Dinossauro", lançado em 1986. O show será realizado na Farma Conde Arena, a partir das 20h, e vai reunir todas as faixas do disco, além de outros sucessos da carreira do grupo.
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Em entrevista à Band Vale, os músicos falaram sobre a importância do álbum, a atualidade das letras e a recepção do público durante a turnê comemorativa.
"A gente, quando estava chegando, se aproximando de 2026, falou: 'Pô, um disco tão importante da nossa carreira, vale a pena uma comemoração especial, 40 anos do Cabeça de Dinossauro'. Daí a gente montou um show muito legal, com um trabalho de iluminação, de cenografia, muito bacana", contou Tony Bellotto, um dos fundadores do Titãs.
Considerado um dos trabalhos mais marcantes da trajetória da banda, "Cabeça Dinossauro" trouxe músicas como "Polícia", "Igreja", "Estado Violência" e "Bichos Escrotos". As composições abordam temas como abuso de poder, violência, moralismo e críticas às instituições.
Para os integrantes, as questões discutidas nas letras continuam presentes na sociedade quatro décadas depois do lançamento.
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"Acho que música como Polícia tem um recado simples, direto e que faz muito sentido hoje em dia. Abuso de poder é uma questão diária, que todo mundo se depara com isso. Ganância, excesso de vigilância do Estado, moralismo. Por aí vai", contou Sérgio Britto.
Outro integrante destacou que a permanência dessas discussões contribui para que o álbum continue alcançando novos ouvintes.
"Eu acho que a grande qualidade do disco é que ele é um disco atual. Ele não perdeu a força dele. Eu acho que isso é o que atrai as pessoas e que dá sentido para esse show depois de tanto tempo”, disse Bellotto.
Novas gerações e releituras
Além do público que acompanha os Titãs desde a década de 1980, a turnê tem atraído espectadores mais jovens. Segundo a banda, é comum encontrar diferentes gerações de uma mesma família nas apresentações.
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"Tem os contemporâneos do Cabeça, tem o pai que leva o filho, às vezes até o neto. Então, tá sendo uma satisfação muito grande para a gente", comentou um dos integrantes.
Os músicos também destacaram o papel da internet na descoberta do repertório por novos públicos. Um dos exemplos citados durante a entrevista foi a versão de "Bichos Escrotos" interpretada por Anitta.
"Essa versão da Anitta, por exemplo, muita gente ficou conhecendo a banda por isso. Então, isso é legal", disse Tony Bellotto.
Apesar de reconhecerem a importância das releituras, os integrantes explicaram que preferem explorar novas possibilidades musicais em vez de regravar os próprios clássicos.
"É difícil, porque essas coisas que viram clássicos, especialmente essas que você fez, é difícil você mexer. Parece que você tá tirando um pouco do significado que aquilo tem, do poder que aquilo tem. Acho ótimo que outros façam", comentou Sérgio Britto.
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Show terá álbum completo e adaptações no repertório
Para celebrar o aniversário, os Titãs prepararam uma apresentação dividida em duas partes. Na primeira, todas as músicas de "Cabeça Dinossauro" são executadas na sequência original do álbum. Na segunda, o grupo apresenta outras canções da carreira.
"O início do show é o Cabeça, na ordem das músicas como foram gravadas, e a gente não fala muito entre uma e outra. É mesmo uma experiência diferente, é diferente pra gente, é diferente pro público. Na segunda parte a gente se solta mais, que são outras músicas do nosso repertório", explica Sérgio Britto.
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A preparação também exigiu adaptações. Algumas músicas do álbum não faziam parte das apresentações habituais da banda, enquanto outras precisaram ser redistribuídas entre os vocalistas da formação atual.
"Isso tudo exige uma adaptação pra que você faça do seu jeito, sem trair o espírito da música, mas também sem ficar imitando o cara que gravou. Então, isso tem uma certa dificuldade, mas é uma dificuldade prazerosa", completa Britto.
Titãs em São José dos Campos
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A relação dos Titãs com São José dos Campos começou ainda na década de 1980. O guitarrista Tony Bellotto destacou a recepção do público da cidade ao longo dos anos e demonstrou expectativa para o retorno.
"São José é um lugar que a gente toca desde a década de 80. Público muito animado sempre, recebe a gente sempre muito bem. A gente tá entusiasmado aqui. Estamos animadíssimos", disse.
