
Sydney Sweeney em evento da Variety
REUTERS/Mario Anzuoni
O ano de 2025 não tem sido fácil para Sydney Sweeney. A atriz, conhecida por seu trabalho em Euphoria e The White Lotus, viu sua imagem pública abalada por uma série de controvérsias — e, na esteira disso, enfrentou resultados decepcionantes nas bilheterias.
Entre as principais polêmicas, estão o comercial para a marca American Eagle, acusado de promover ideias eugenistas, e a revelação de sua filiação ao partido do ex-presidente Donald Trump. A repercussão negativa cresceu ainda mais após o lançamento de um sabonete supostamente produzido com a água de seu próprio banho, o que gerou críticas nas redes sociais e na imprensa.
Três lançamentos, três fracassos de bilheteria
No segundo semestre de 2025, Sweeney estrelou três longas-metragens: Eden, Americana e Christy. Apesar das expectativas, nenhum deles conseguiu desempenho satisfatório nas bilheterias.
O primeiro lançamento, Eden, dirigido por Ron Howard e com Jude Law, Vanessa Kirby, Ana de Armas e Daniel Brühl no elenco, arrecadou apenas US$ 2,7 milhões mundialmente, frente a um orçamento de US$ 35 milhões. Exibido inicialmente no Festival de Toronto de 2024, o filme chegou aos cinemas em agosto com pouca divulgação e foi lançado de forma discreta no streaming.
Em seguida, veio Americana, produção independente distribuída pela Lionsgate. Apesar da bilheteria modesta — cerca de US$ 500 mil —, o estúdio conseguiu algum retorno financeiro por meio de vendas e locações digitais.
O mais recente lançamento, Christy, cinebiografia da boxeadora Christy Martin, estreou nos Estados Unidos neste fim de semana. Mesmo com destaque para a transformação física de Sweeney para o papel, o longa arrecadou apenas US$ 1,3 milhão em seu primeiro fim de semana, um dos piores desempenhos de um filme em grande circuito (mais de 2 mil salas). O orçamento foi estimado em US$ 40 milhões.
Reações e desgaste de imagem
Após a estreia de Christy, Sweeney publicou um longo texto no Instagram, afirmando sentir orgulho do projeto e destacando seu impacto social. Segundo a atriz, o filme poderia inspirar mulheres vítimas de violência doméstica a buscar ajuda:
“Nem sempre fazemos arte pelos números. Fazemos por seu impacto. Christy foi o projeto mais significativo da minha vida”, escreveu.
Mesmo assim, a reação do público foi majoritariamente negativa. Nas redes sociais, usuários criticaram a atriz, acusando-a de tentar “se vitimizar” diante das polêmicas e de perder credibilidade junto a parte do público.
Rumores também indicam que a situação estaria afetando sua carreira nos bastidores. O tabloide britânico Daily Mail afirmou que Zendaya estaria relutante em contracenar com Sweeney na nova temporada de Euphoria, devido à associação da atriz com Trump e à repercussão do comercial da American Eagle.
Tentativa de recomeço
Apesar das controvérsias, Sweeney ainda pode ter uma chance de recuperação antes do fim do ano. Ela protagoniza o suspense A Empregada, ao lado de Amanda Seyfried, baseado no best-seller de Freida McFadden. O filme tem estreia prevista para 25 de dezembro, nos Estados Unidos.
Atualmente, Eden está disponível no Prime Video, enquanto Americana e Christy ainda não têm data confirmada para lançamento nas plataformas digitais.
*com informações da Agência Estado.
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