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Novo filme dos Simpsons terá desafio de reconquistar relevância da animação

De volta aos cinemas vinte anos após longa de sucesso, franquia não empolga como antes

Luccas Balacci
LUCCAS BALACCI

30/09/2025 • 17:04 • Atualizado em 30/09/2025 • 17:04

Seriado já está renovado até a 40ª temporada

Seriado já está renovado até a 40ª temporada

Divulgação/20th Century Studios

Com mais de 35 anos de história e prestes a quebrar a marca de 800 episódios em 37 temporadas, “Os Simpsons” é a animação mais longeva da história e uma das franquias mais rentáveis do entretenimento. O anúncio do segundo filme para as telonas, porém, vem em um momento em que o seriado briga para se manter relevante.

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A sequência de “Os Simpsons: O Filme” (2007), revelada nesta semana, ganhou uma nostálgica imagem da rosquinha amada pelo protagonista Homer, com confetes coloridos com o número 2 e uma data de lançamento nos Estados Unidos: 22 de julho de 2027. Os quase dois anos de espera têm método. A missão agora é recuperar o hype pela família amarela que se perdeu na última década.

Interesse de busca em queda

Dados do Google Trends, apurados pela Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, ilustram o desafio. No Brasil, o interesse de busca por “Os Simpsons” está no menor patamar da série histórica, que começou em 2004. À época, a então 21st Century Fox lançava episódios das 15ª e 16ª temporada.

Nos anos seguintes, a franquia viveu grandes momentos, como o lançamento do primeiro filme e a inauguração de uma área dedicada aos Simpsons em parques temáticos da Universal em 2008, na Flórida e na Califórnia.

Veja o gráfico na íntegra:

O pico de interesse dos brasileiros pela animação veio de um episódio traumático para a história do país. E não estamos falando de um episódio do seriado, mas sim da eliminação do Brasil em casa para a Alemanha, em 2014, na semifinal da Copa do Mundo, em derrota por 7 a 1. Confira o gráfico completo aqui.

O que “Os Simpsons” tem a ver com isso? Meses antes da partida, um episódio parodiando a competição no nosso país premeditou a derrota (por um placar mais aceitável, apenas 2 a 0) e contribuiu para a fama da franquia em “prever o futuro”.

O problema é que, desde então, a série encara uma tendência de queda no interesse de busca no Brasil. O ano de 2025 traz o menor índice, sendo menos de um terço do auge na década anterior e menos da metade do ano de lançamento do primeiro filme.

As pedras no caminho de “Os Simpsons”

O que contribui para o desinteresse? A percepção de público e crítica sobre um “fim da era de ouro” da animação acabou afastando parte da audiência. Com temporadas longas, fora do padrão atual, e episódios que levam tempo para serem finalizados, a franquia, conhecida por seus comentários sociais, tem dificuldade de se manter relevante em um mundo em constante e veloz mudança.

Há, ainda, críticas sobre a tal “vida Simpson”, uma família de classe média estável que tornou-se menos crível ou até mesmo intrigante no contexto contemporâneo, marcado pela desigualdade, a instabilidade e a fragmentação social. Um seriado baseado nos mesmos personagens, com possíveis repetições de fórmula e sem previsão para acabar – a série já garantiu renovação, pelo menos até a 40ª temporada – também contribuem para a saturação.

Popularidade atraía participações especiais, como a banda Green Day na abertura do filme de 2007 | Reprodução/20th Century Studios

Popularidade atraía participações especiais, como a banda Green Day na abertura do filme de 2007 | Reprodução/20th Century Studios

É nesse contexto que a agora 20th Century Studios, gigante comprada pela ainda maior Walt Disney Studios em 2019, precisa de tempo para trabalhar a imagem da franquia, reconquistar fãs que se perderam no caminho e encantar novos públicos.

O momento é propício, visto a popularidade de lançamentos que apostam em marcas nostálgicas, como “Barbie” e “Super Mario Bros. O Filme", ambos de 2023. Até 2027, a Sala Digital te conta se a curva de interesse conseguiu se inverter, ou se afundou de vez.

Homer é o queridinho dos brasileiros

Uma curiosidade, para muitos óbvia, mas atestada pelos dados. Entre os cinco parentes do núcleo principal da família Simpson, é o pai Homer que lidera o interesse de busca no Brasil desde 2004, segundo dados do Google Trends.

O filho Bart é o que chega mais próximo, seguido pela mãe Marge e a filha Lisa. O interesse pela bebê Maggie é pequeno, mas está lá, considerando que a personagem raramente protagoniza uma trama.

Confira o gráfico completo do Google Trends:

Sala Digital/Band/Google Trends

Sala Digital/Band/Google Trends

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