
Gabriel Leone em "O Agente Secreto"
Divulgação
O reconhecimento do cinema brasileiro em 2026 ultrapassou o circuito de festivais e as indicações ao Oscar para se consolidar diretamente nas bilheterias. Em entrevista à band.com.br, o ator Gabriel Leone, que interpreta um matador contratado para perseguir o personagem de Wagner Moura em "O Agente Secreto", destacou que o longa alcançou um feito histórico ao se tornar o filme mais assistido entre os indicados a Melhor Filme Internacional em território brasileiro.
Para Leone, o desempenho comercial da obra, que possui uma temática densa e duração de 2h40, sinaliza um amadurecimento do espectador nacional. Ele classificou o resultado como algo impensável há pouco tempo:
Isso parece quase um sonho, uma utopia de anos atrás. Estamos falando de um filme político, que não é comercial ou popular de natureza, mas que foi popular nos nossos cinemas
Mesmo em uma temporada marcada pela forte concorrência de blockbusters internacionais e pela presença de astros estrangeiros em solo brasileiro para divulgação, a produção nacional manteve sua força. Leone ressaltou que esse fenômeno é parte de um movimento maior de reestruturação da indústria.
"É um momento muito bonito e muito forte do cinema brasileiro de se fortalecer de novo. Independente do prêmio, me sinto muito feliz e orgulhoso de estar fazendo parte desse momento como um todo", pontuou o artista.
A trajetória de O Agente Secreto em 2026 segue os passos de sucessos recentes, como Ainda Estou Aqui, mantendo a constância de público com marcas superiores a 2,5 milhões de espectadores. Para Leone, a vitória está na ocupação dos espaços e na capacidade do cinema falado em português de pautar as conversas do país, independentemente dos critérios das premiações internacionais.
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