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O que é a sexualidade fluida assumida por Alanis Guillen, de "Três Graças"?

Estrela do horário nobre vive romance queer na ficção e mantém relação discreta na vida real

Da redação
DA REDAÇÃO

26/02/2026 • 11:05 • Atualizado em 26/02/2026 • 11:05

Lorena e Juquinha, de "Três Graças"

Lorena e Juquinha, de "Três Graças"

Divulgação

Aos 27 anos, Alanis Guillen é um dos nomes mais potentes da nova geração da teledramaturgia brasileira. Após o fenômeno como Juma Marruá em 'Pantanal', a atriz natural de Santo André (SP) emenda agora seu terceiro grande papel em menos de um ano: a Lorena de 'Três Graças'. Na atual novela das nove da TV Globo, sua personagem mergulha em um amor intenso com a policial Juquinha (Gabriela Medvedovski), trazendo para o centro do debate a identidade queer.

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Na vida real, Alanis também vive um momento de plenitude afetiva. Discreta, a atriz assumiu no ano passado o relacionamento com a produtora e gerente de projetos Giovanna Reis, a quem conheceu em 2022. Embora compartilhe registros pontuais com a namorada nas redes sociais, Alanis prefere manter a intimidade longe dos holofotes, mas não se esquiva de falar sobre sua orientação: ela se identifica como uma "pessoa de sexualidade fluida".

O termo, embora ganhe cada vez mais espaço, ainda gera dúvidas frequentes no público. Afinal, o que significa não ter uma classificação fixa?

Um conceito de Lisa Diamond

A sexualidade fluida é diferente de identidades consideradas estáveis (como homossexual ou bissexual) por não aceitar rótulos permanentes. Segundo os estudos da pesquisadora Lisa Diamond, o conceito descreve mudanças naturais que ocorrem ao longo da vida na orientação, no desejo e na identidade sexual de um indivíduo.

Segundo a teórica, o que define a fluidez é a percepção de que a forma de sentir atração, de se comportar ou de se identificar pode mudar com o tempo e com as experiências, sem que isso invalide as vivências anteriores.

Protagonismo e visibilidade

Para Alanis Guillen, a sexualidade não é uma caixa fechada, mas um espectro de possibilidades. Ao levar essa autenticidade para o horário nobre — tanto em sua vida pessoal quanto através de Lorena em 'Três Graças' —, a atriz presta um serviço de visibilidade necessário, mostrando que todas as formas de amar são válidas e que a evolução do desejo é uma parte natural da jornada humana.