Orquestra Sinfônica do Paraná emociona Curitiba em homenagem a Tibiriçá
Primeiro concerto após a morte do maestro reuniu mais de mil pessoas no Guairão, antes de apresentações na China.

Orquestra Sinfônica do Paraná homenageia Roberto Tibiriçá em concerto que antecede apresentações na China
Foto: Kraw Penas/SEEC
A Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) emocionou mais de mil pessoas na noite de quinta-feira (8), no Teatro Guaíra, em Curitiba, durante um concerto em homenagem ao maestro Roberto Tibiriçá, que morreu no último sábado (3), aos 72 anos.
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A apresentação foi a primeira da Orquestra desde a morte de Tibiriçá, que ocupava o cargo de regente titular e diretor musical desde 2022. A noite também marcou a despedida do público paranaense antes da viagem da OSP à China, onde estão programados dois concertos, nos dias 17 e 19 de outubro, em Xangai.
Público se emociona com homenagem a Roberto Tibiriçá
A ausência do maestro foi sentida especialmente por quem acompanha a trajetória da Orquestra Sinfônica do Paraná.
O analista logístico Thiallis da Silva, frequentador assíduo dos concertos, guarda os programas das apresentações como recordação. Para ele, a homenagem teve um significado especial.
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“Não perco um concerto da Orquestra, e este foi muito especial, em homenagem ao maestro. Ele merece. Foi brilhante, mas, ao mesmo tempo, foi triste ver a Orquestra sem o Tibiriçá. A vida continua, e precisamos seguir em frente”, afirmou.
A aposentada Bernadete Simas Nascimento Pontarolli também se emocionou durante a apresentação.
“Achei maravilhosa, uma apresentação muito linda, chorei muito nesta noite, foi uma homenagem mais do que merecida ao Tibiriçá”, contou.
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Para o diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, Roberto Tibiriçá deixou uma marca importante na história cultural de Curitiba.
“Ele deixou um legado muito grande. Foi uma pessoa que abraçou Curitiba e nos abraçou. Estamos todos muito emocionados nesta noite”, declarou.
Orquestra Sinfônica do Paraná fará dois concertos na China
Após a homenagem em Curitiba, a Orquestra Sinfônica do Paraná se prepara para uma participação internacional no China Shanghai International Arts Festival (CSIAF), em Xangai.
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Convidada pelo Ministério da Cultura, a OSP integra a programação oficial do Ano Cultural Brasil-China 2026 e fará apresentações nos dias 17 e 19 de outubro, sob a regência do maestro convidado Roberto Ramos.
O repertório será o mesmo apresentado no Guairão e reúne obras de três compositores brasileiros:
- Abertura Concertante, de Mozart Camargo Guarnieri;
- Bachianas Brasileiras nº 4, de Heitor Villa-Lobos;
- Sinfonia em sol menor, de Alberto Nepomuceno.
A participação no festival busca ampliar a presença da música de concerto brasileira no cenário internacional e levar a produção cultural paranaense ao público chinês.
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A secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, destacou a importância do convite.
“A apresentação vai encerrar esta programação oficial deste festival e será a grande cereja do bolo”, afirmou.
O projeto é viabilizado por meio do reinvestimento do Programa Paraná Competitivo, com apoio da Volkswagen do Brasil. A realização é do Governo do Paraná, da Secretaria de Estado da Cultura, do PalcoParaná e do Centro Cultural Teatro Guaíra.
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Concerto gratuito reuniu mais de 1.500 estudantes em Curitiba
Antes da homenagem realizada à noite, a Orquestra Sinfônica do Paraná promoveu um concerto didático gratuito, na manhã de quinta-feira (8), também no Guairão.
A apresentação reuniu mais de 1.500 crianças, jovens e adultos, incluindo estudantes e pessoas atendidas por instituições de assistência social de Curitiba e da Região Metropolitana.
Sob a regência de Roberto Ramos, os participantes conheceram os instrumentos e receberam explicações sobre o funcionamento de uma orquestra.
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A estudante Maria Vicente, de 10 anos, contou que ficou impressionada com a apresentação.
“Achei muito legal. Senti muita alegria em ver tanta gente talentosa como eles. Achei muito profundo o que eles tocaram”, afirmou.
Já Ítalo Carvalho, de 9 anos, contou que o interesse pela música clássica começou após ouvir a obra Pedro e o Lobo, incentivado pela família.
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“Meu pai já era apaixonado por música clássica, meu avô também. Isso me motiva, e eu gosto muito. Por isso me inscrevi para vir aqui”, relatou.
A atividade aproximou novos públicos da música sinfônica e antecedeu a primeira apresentação da Orquestra sem o maestro Roberto Tibiriçá.
