Band Entretê

Ouro de tolo: filmes indicados ao Oscar que deram prejuízo

O reconhecimento da crítica nem sempre garante retorno financeiro, transformando produções grandiosas em pesadelos para os estúdios

Da redação
DA REDAÇÃO

19/02/2026 • 10:19 • Atualizado em 19/02/2026 • 10:19

Ryan Gosling, Krista Kosonen, Elarica Johnson, and Mackenzie Davis em Blade Runner 2049 (2017)

Ryan Gosling, Krista Kosonen, Elarica Johnson, and Mackenzie Davis em Blade Runner 2049 (2017)

Reprodução/IMDB

O Oscar é o símbolo máximo de prestígio no cinema, mas a estatueta não paga as contas. A história de Hollywood está repleta de obras que conquistaram a Academia, mas falharam em atrair o público. Quando estúdios investem centenas de milhões em épicos de época ou ficções científicas densas, o risco é alto. Abaixo, analisamos casos onde a conta simplesmente não fechou.

Compartilhar

Grandes obras, grandes rombos

  • Assassinos da Lua das Flores (2023): Martin Scorsese dirigiu este épico de US$ 200 milhões produzido pela Apple. Embora tenha arrecadado US$ 157 milhões — um fracasso para padrões tradicionais —, o lucro da Apple é medido em assinantes e prestígio. O filme recebeu 10 indicações ao Oscar.
  • A Invenção de Hugo Cabret (2011): Outra obra de Scorsese que sofreu nas bilheterias. Com orçamento de US$ 170 milhões devido ao uso de tecnologia 3D, o filme arrecadou US$ 185 milhões. Estima-se um prejuízo de US$ 100 milhões após os custos de marketing e a fatia dos cinemas. Liderou o Oscar de seu ano com 11 indicações.
  • Amor, Sublime Amor (2021): Steven Spielberg refez o musical clássico com um custo de US$ 100 milhões, mas faturou apenas US$ 76 milhões. A pandemia e o desinteresse do público jovem pelo gênero selaram seu destino comercial, apesar das 7 indicações ao Oscar.
  • Blade Runner 2049 (2017): Dirigido por Denis Villeneuve, o filme custou cerca de US$ 180 milhões e arrecadou US$ 267 milhões. Para se pagar, precisava de pelo menos US$ 400 milhões. O ritmo lento afastou o público de blockbusters, mas a obra venceu o Oscar de Melhor Fotografia.
  • Babilônia (2022): Com custo de US$ 80 milhões, a obra de Damien Chazelle sobre o excesso em Hollywood arrecadou apenas US$ 63 milhões. A longa duração e o tom explícito dividiram a audiência, embora tenha recebido 3 indicações técnicas.
  • O Beco do Pesadelo (2021): O suspense noir de Guillermo del Toro custou US$ 60 milhões e arrecadou apenas US$ 39 milhões. Lançado contra blockbusters de super-heróis, nem a indicação a Melhor Filme reverteu o quadro.

Por que o reconhecimento falha na bilheteria?

Três fatores explicam o descompasso entre crítica e público: orçamentos inflados por exigências técnicas (como efeitos e cenários de época), a preferência do público adulto por assistir a dramas no streaming e datas de lançamento desfavoráveis frente a grandes franquias.

Cobertura completa do Oscar é na Band!

Para os fãs do cinema, o Grupo Bandeirantes prepara uma cobertura especial do Oscar 2026. O programa "De Olho no Oscar na Band" acontece dia 15 de março de 2026, com transmissão ao vivo a partir das 19h pelo YouTube do Band Jornalismo, Bandplay e no portal Band.com.br.

Tópicos relacionados