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Paolla Oliveira denuncia uso da I.A para abusos e pede regulamentação

Atriz denunciou criação de imagens falsas dela e de mulheres nas redes sociais

Da redação
DA REDAÇÃO

29/06/2026 • 09:06 • Atualizado em 29/06/2026 • 13:12

Paolla Oliveira

Paolla Oliveira

Reprodução / Redes Sociais

Paolla Oliveira chamou a atenção nas redes sociais após denunciar o uso de inteligência artificial para a criação de imagens falsas dela e de diversas mulheres pela internet. No Instagram, a atriz refletiu sobre o uso da tecnologia para deixar mulheres e meninas ainda mais vulneráveis.

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No vídeo, ela afirma que já virou rotina denunciar fotos falsas usando o rosto dela. "Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que nunca disse. Um corpo circulando por aí com um rosto em cima que não é o meu. Nada disso sou eu de verdade. Mas isso para mim virou rotina", disse.

"Toda semana tenho que falar com um advogado. Eu, que tenho condições de ter um advogado. Coisa que a maioria das mulheres nesse país não têm, mas acho que isso não é coisa de famosa", afirmou Paolla, que contou um famoso caso nas redes sociais.

"Uma menina, por exemplo, ela posta uma foto de vestido abraçada com um gato. No outro dia ela acorda despida pela internet, sem nunca ter tirado a roupa. Aconteceu tá? E acontece todo dia. E se já acontece a gente, mulheres adultas, imagina como é que vai ser com meninas, que ainda estão descobrindo o mundo?", questionou.

Paolla ainda reflete sobre a possibilidade de meninas serem alvo dos crimes. "Elas podem abrir o celular e encontrar o próprio corpo modificado, devassado, exposto. Aliás, um corpo que pode nem ser o delas. Que mulher cresce inteira num mundo onde qualquer pessoa, a qualquer momento pode despi-la em segundos?", questiona.

Para ela, a tecnologia não criou este tipo de abuso, mas concedeu uma plataforma maior para isso. "Deu velocidade, alcance para essa aparência assustadora que a gente tá vivendo agora", pontuou.

A atriz afirma que é preciso debater e até regulamentar a I.A. "Precisamos continuar falando sobre os efeitos da IA. A tecnologia tá avançando muito mais rápido que as nossas discussões, então não dá pra deixar de debater, estudar, regulamentar, encontrar formas de responsabilizar e aprender a nos proteger", disse.

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