
Paul McCartney
Divulgação
O músico Paul McCartney fez críticas diretas ao cardápio da COP30, a conferência climática da ONU realizada em Belém (PA), pedindo que o evento adote um menu 100% vegetariano.
A principal crítica do ex-Beatle, que se considera um ativista de longa data dos direitos dos animais e do vegetarianismo, é a "hipocrisia climática" de servir carne em um evento focado em combater as mudanças climáticas.
No X, antigo Twitter, a jornalista Carol Prado se manifestou relembrando uma matéria do Portal GZH que afirmava que o cantor é dono de um dos modelos mais luxuosos e confortáveis de jato da aviação executiva.
Em uma carta aberta enviada ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, por meio da organização PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), McCartney fez uma analogia contundente:
"Servir carne em uma cúpula do clima é como distribuir cigarros em uma conferência de prevenção ao câncer."
Ele destacou a incoerência da organização, apontando que a pecuária é um dos principais motores do desmatamento (especialmente na Amazônia) e uma fonte significativa de emissões de gases de efeito estufa.
Segundo relatos, o músico teria ficado chocado ao saber que o planejamento inicial era de que apenas 40% das refeições servidas fossem vegetarianas.
O pedido de Paul McCartney foi claro: alinhar a missão da conferência com suas ações, adotando um cardápio totalmente à base de plantas.
Até o momento, não houve um pronunciamento oficial da organização da COP30 ou de seu presidente em resposta direta à carta de Paul McCartney.
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