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"Pesadelo magnífico": Kristen Stewart elogia Wagner Moura e novo filme

Atriz detalhou a experiência intensa nas gravações do longa de vampiros "Flesh of the Gods" e celebrou a conexão artística com o ator brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2026 • 16:57 • Atualizado em 30/06/2026 • 16:59

Kristen Stewart elogia Wagner Moura e bastidores de novo filme

Kristen Stewart elogia Wagner Moura e bastidores de novo filme

Reuters

A atriz Kristen Stewart abriu o jogo sobre a experiência de protagonizar o filme Flesh of the Gods ao lado do brasileiro Wagner Moura. Em entrevista à edição francesa da revista Vogue, a estrela de Hollywood não poupou elogios ao processo criativo do projeto e classificou a produção como uma das jornadas mais marcantes e intensas de toda a sua trajetória no cinema.

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No longa-metragem dirigido pelo cineasta Panos Cosmatos, Kristen interpreta Alex, que vive um relacionamento complexo com Raoul, personagem por Wagner Moura. Ambientada na Los Angeles dos anos 1980, a trama amarra elementos de suspense, fantasia e a temática de vampiros para explorar as crises de um casal.

De acordo com a atriz, a produção abandonou a rigidez do texto original e ganhou contornos imprevisíveis no set graças à forte sinergia com o ator baiano e o restante do elenco.

Nós começamos com o roteiro, mas o filme se transformou em uma criação totalmente orgânica em que nossas sensibilidades se entrelaçaram. Fizemos um pesadelo magnífico juntos

Metáfora sobre a vida

Para Kristen, a abordagem dos vampiros serve como pano de fundo para discussões muito mais profundas e humanas sobre a existência, o luto e os relacionamentos afetivos.

"É sobre autodescoberta. É uma fantasia, um filme de vampiros, uma história de separação. Tudo isso ao mesmo tempo. É profundamente triste porque encara de frente o que significa estar vivo: a tristeza que isso acarreta, mas também o prazer e a estreita conexão entre os dois. Então, de repente, tudo se transforma em uma forma de transcendência absoluta", refletiu.

Sensação de transe no set

A imersão nos bastidores foi tamanha que a atriz de 36 anos relatou ter sentido uma espécie de epifania coletiva ao encerrar as filmagens, que duraram cerca de três meses em isolamento com a equipe técnica. A conexão final foi comparada por ela à energia de uma cultura de pista de dança.

"Lá estava eu, cercada por 35 ou 40 pessoas que se tornaram minhas melhores amigas em três meses, com um sentimento quase sagrado de amor e conexão. A música começou e eu pensei: 'Meu Deus, eu sou uma raver. É isso, finalmente entendi'. Dançando com a minha equipe, totalmente entregue, logo depois de sentir que tinha alcançado um grande marco. Foi extraordinário. Isso me fez querer fazer filmes para o resto da vida", concluiu.