Rodrigo Oliveira participou do segundo episódio da quarta temporada de Pesadelo na Cozinha, transmitido pela Band na última terça-feira (20). O chef recebeu a equipe do “Bar do Dedé” e Erick Jacquin para contar sua jornada pessoal de superação até o sucesso do Mocotó - restaurante na zona norte de São Paulo, fundado pelo pai ao lado de seus irmãos.
O chef contou que o pai, um retirante sertanejo do interior de Pernambuco, mudou-se para São Paulo e, depois de trabalhar na feira e empresa de metalúrgica, abriu uma casa do norte com os irmãos. “No fundo da casa do norte, tinha um balcão onde servia um prato: caldo de mocotó”, contou. “Meu pai era tão sensível na cozinha, era algo dele e que os sertanejos têm, que é de estar com o paladar muito apurado, reparando na qualidade das coisas, na simplicidade das coisas”, completou.
Em uma conversa emocionante, Rodrigo Oliveira relembrou o começo de seu trabalho nos negócios da família e afirmou que precisou ir contra os desejos do pai para conquistar seu espaço. “A casa foi crescendo, eu fui chegando e comecei a lavar a louça aqui quando tinha 13 anos de idade. Eu fui tomando gosto de trabalhar, para o desgosto do meu pai, que não me queria aqui”, disse.
Alguma coisa me dizia que eu tinha que ficar para ajudar meu pai e cuidar disso porque as coisas estavam se desmanchando.
O chef se emocionou e chorou ao avaliar a evolução do Mocotó e brincou que o pai diz que ele é um ‘trouxa’ por dedicar tanto esforço no restaurante. “Cada centavo que a gente ganhou aqui, ficou aqui. Meu pai me chamava de idiota, falava que eu era um trouxa. Hoje, se eu perguntar para o meu pai, ele ainda vai me falar que eu sou um idiota...”, disse.
Rodrigo finalizou a conversa aconselhando a família que comanda o “Bar do Dedé”, restaurante do Pesadelo na Cozinha: “Se você se concentrar em fazer todo dia um pouquinho melhor, eu acho muito improvável que dê errado”.

