
Filha de Vampeta denuncia agressão nos EUA
Reprodução/Instagram/@dandyysantoss
Giovanna Batista Santos, de 23 anos, filha do ex-jogador de futebol Vampeta, revelou ter sido vítima de violência doméstica e de negligência médica após ser presa na Flórida, nos Estados Unidos. A jovem, que é transplantada do coração, precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) logo após deixar a prisão, recebendo alta no último sábado (1º).
Moradora do sul da Flórida há cerca de dois anos, Giovanna casou-se em março de 2025 em Deerfield Beach. Segundo ela, em entrevista à Quem, a discussão com o marido começou por conta de um desentendimento na manhã seguinte a um episódio em que ele afirmou que dormiria "de conchinha" no sofá com uma prima.
A conversa escalou para agressões físicas. "Ele me empurrou contra a porta. Assustada com a agressão, eu o empurrei de volta na tentativa de me afastar e me proteger. Imediatamente depois, ele me agarrou, me encurralou, me jogou no sofá, me imobilizou e passou a me agredir fisicamente", declarou, ressaltando que ficou com diversos hematomas pelo corpo.
Após o confronto, o companheiro deixou o imóvel e acionou a polícia alegando ter sido agredido por Giovanna. A jovem acabou detida e foi liberada posteriormente mediante o pagamento de uma fiança de US$ 500 (cerca de R$ 2,7 mil na cotação atual).
Negligência médica e internação em UTI
A situação da filha de Vampeta se agravou durante o período sob custódia das autoridades norte-americanas. Por ser transplantada do coração, Giovanna faz uso contínuo e rigoroso de medicamentos antirrejeição do órgão e para o controle da pressão arterial.
Apesar de terem sido informados sobre minha grave condição de saúde, não me forneceram os medicamentos prescritos durante as aproximadamente 24 horas em que permaneci sob custódia.
Logo após ser solta, sua família precisou acionar o serviço de emergência (911). Giovanna foi levada ao hospital e permaneceu dois dias internada na UTI para estabilização de seu quadro de saúde.
Documentos retidos e suspeita sobre o casamento
Além das agressões e do risco à saúde, Giovanna afirmou que o ex-companheiro permaneceu no apartamento do casal, impedindo seu retorno, e reteve seus passaportes e documentos de viagem.
A jovem avalia que o casamento pode ter tido motivações de interesse migratório por parte do ex-marido. "Olhando para trás, hoje acredito que ele pode ter se casado comigo principalmente para obter benefícios imigratórios, e não porque realmente desejava construir uma vida ao meu lado", declarou.
"Toda essa experiência me causou profundo sofrimento físico e emocional. Perdi minha sensação de segurança, meu lar, meus pertences, e minha saúde foi colocada em risco. Acredito que fui vítima de violência doméstica e peço que meu relato seja integralmente investigado", concluiu a jovem.
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