
Julio Iglesias
Reprodução/REUTERS
A promotoria do Tribunal Superior da Espanha arquivou nesta sexta-feira (23) uma investigação sobre possíveis abusos sexuais cometidos pelo cantor Julio Iglesias. O arquivamento ocorre porque o tribunal não teria jurisdição para investigar os supostos crimes, que teriam sido cometidos no exterior.
Segundo a denúncia, feita por um grupo de defesa dos direitos humanos, Iglesias teria abusado de duas ex-funcionárias em casas dele no Caribe, em 2021. As acusações, além de abuso, incluíam tráfico de pessoas para trabalho forçado e servidão, agressão sexual e violações dos direitos dos trabalhadores.
A promotoria alega que o tribunal não pode julgar Iglesias porque os crimes teriam ocorrido na República Dominicana e Bahamas, acrescentando que a acusação pode ser solicitada nesses dois países.
Entenda o caso
Segundo os relatos, as duas afirmam que foram estupradas e assediadas enquanto trabalhavam para ele em 2021, em mansões dele na República Dominicana e nas Bahamas.
As duas afirmam que Iglesias as pressionava a ter encontros sexuais e as abusava física e verbalmente. A promotoria espanhola afirmou que uma denúncia foi apresentada na semana passada contra Julio.
Uma das ex-funcionárias disse que Julio teria afirmado que "ele a penetrava com os dedos no ânus e vagina sem consentimento" e contou que ele a abusava toda noite. "Eu me sentia como objeto, uma escrava".
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